Título: Ritmo das aberturas de capital continuará forte
Autor: Boechat, Yan
Fonte: Valor Econômico, 05/01/2007, Empresas, p. B6

A festa de abertura de capitais no mercado imobiliário que caracterizou 2006 vai continuar ao longo de todo esse ano. Nesse momento seis empresas do setor aguardam autorização da CVM para fazer suas ofertas públicas. No encalço dessas, outras tantas companhias já estão estruturando suas operações de abertura e devem ir ao mercado esse ano. A expectativa dos analistas é de que até o final de 2007 o Brasil terá cerca de 20 companhias do setor imobiliário com seus papéis negociados na bolsa.

Hoje são nove empresas desse segmento com o capital aberto. Em todos os casos as captações foram bem sucedidas e, com raras exceções, o desempenho delas nos pregões do Novo Mercado da Bovespa foi bom. Com expectativa de crescimento no setor, principalmente nos segmentos voltados à baixa renda, o clima é de otimismo com as novas ofertas públicas.

Na maior parte dos casos as novas empresas que virão ao mercado são incorporadoras. Em processo mais avançado estão a Tecnisa, a Camargo Corrêa Desenvolvimento Imobiliário, Rodobens Negócios Imobiliários e a PDG Realty, braço imobiliário do Banco Pactual. Todas elas já têm suas ofertas públicas de ações em análise na Comissão de Valores Mobiliários.

A WTorre, que recentemente adquiriu a Ergi Empreendimentos, dona do terreno onde está instalada a loja Daslu na capital paulista, já fez o pedido de companhia aberta à CVM. Mesmo caso da Even, construtora e incorporadora paulista que pretende abrir capital no primeiro semestre de 2007.

A reboque várias empresas já anunciaram que pretendem ir a mercado também. A Tenda, uma empresa especializada em habitações para a baixa renda está finalizando o processo de auditoria externa. A idéia da empresa é pedir o registro de companhia aberta à CVM ainda em janeiro. A MRV, outra companhia focada nas camadas sociais mais baixas, também está se estruturando para ter seu capital aberto no Novo Mercado da Bovespa.

Focada em obras comerciais e industriais, a Matec é outra companhia que também passa por um processo de adequação para realizar uma oferta pública em breve. A companhia deve passar a atuar no segmento voltado para a baixa renda.

Todas elas querem replicar o sucesso das empresas que foram ao Novo Mercado da Bovespa ao longo dos últimos 18 meses. Juntas essas empresas captaram R$ 5 bilhões no mercado acionário. O desempenho e o volume dos papéis dessas empresas estão fazendo com que a Bovespa estude a possibilidade de criar um índice específico para o setor. (YB)