Título: Fundos de pensão ampliam investimentos nas carteiras
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Fonte: Valor Econômico, 13/03/2007, Finanças, p. C1
Em busca de retornos diferenciados, os fundos de pensão estão ampliando as aplicações nas carteiras de private equity e venture capital. A Previ, fundo dos funcionários do Banco do Brasil, cujo patrimônio chega a R$ 100 bilhões,
já selecionou duas carteiras no mercado este ano para aplicar.
A fundação aloca R$ 398 milhões em nove fundos. Só entre julho e dezembro do ano passado, passou a aplicar em seis novas carteiras, contou José Reinaldo Magalhães, diretor da Previ. A alocação no segmento, prevista para 1,8% do patrimônio este ano, deve saltar para 2,3% em 2012.
A Petros, o fundo de pensão dos petroleiros, com patrimônio de R$ 31 bilhões, também está investindo no setor. Tem R$ 150 milhões aplicados em fundos de private equity tradicionais, outros R$ 900 milhões em fundos de infra-estrutura e R$ 60 milhões em venture capital. "A estratégia desde 2002 tem sido diminuir as aplicações em renda fixa e aumentar a da renda variável", informou Ricardo Malavazi, diretor da Petros.
Neste período, a carteira de ações no fundo subiu de 15,9% do patrimônio para 30%. A rentabilidade também cresceu: passou de 15,8% (no período 1999/2002) para 31,5% (2003/2006). Segundo ele, nos últimos quatro anos, 75% do resultado acima da meta atuarial veio da renda variável.
Manoel Cordeiro, da Valia, o fundo dos funcionários da Vale do Rio Doce, destaca a rentabilidade acima da média dos private equities. No caso da Lupatech, que abriu o capital no ano passado, o retorno anual foi a variação do IGP-M mais 44%. (ASJ)