Título: PMDB reúne-se na véspera da eleição para oficializar Renan
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Fonte: Valor Econômico, 30/01/2007, Política, p. A8

Na semana da eleição para a presidência do Senado, os dois candidatos - o atual presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), e o pefelista José Agripino (PFL-RN) - intensificam o corpo-a-corpo para garantir os 41 votos necessários para assumir o cargo. O PMDB agendou uma reunião para amanhã, véspera da eleição, para homologar a candidatura de Renan, que concorre novamente ao cargo. Ontem, o governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral Filho (PMDB), teve um encontro com o senador e anunciou o apoio à reeleição do colega de partido.

Agripino disse descartar qualquer possibilidade de renúncia de última hora para garantir a candidatura de consenso em torno do nome de Renan, mesmo depois de homologada a candidatura pelo PMDB, maior partido da Casa, que tradicionalmente tem o direito de indicar a vaga para presidência. A partir de 1º de fevereiro, o PMDB terá uma bancada de 20 senadores. "Nada impede uma conversa entre candidatos. Se for chamado para uma conversa, vou como candidato. Sou amigo de Renan", afirmou o pefelista, acrescentando que considera fundamental que a disputa não deixe seqüelas políticas.

Renan reiterou que vai buscar uma candidatura única de consenso entre os senadores: "Eu vou buscar até a última hora uma candidatura de consenso".

Agripino deve encaminhar, nesta tarde, aos 80 senadores uma carta compromisso para reafirmar que não é candidato da oposição. Ele dirá, ainda, que sua candidatura "não é contra ninguém" e defenderá a restrição da assinatura de medidas provisórias (MPs).

Antes de entregar a carta, ele se reúne com os presidentes do PFL, Jorge Bornhausen (SC), e do PSDB, Tasso Jereissati (CE), partido que alinhou-se com a candidatura do pefelista desde que essa foi anunciada, no fim do ano passado.

Sérgio Cabral reforçou a campanha de Renan na manhã de ontem ao trabalhar para garantir o apoio dos três senadores da bancada do Rio - Marcelo Crivella (PRB), Francisco Dornelles (PP) e Paulo Duque (PMDB) - ao nome do pemedebista. (Com agências noticiosas)