Título: Pesquisa da Anbid revela busca por taxas menor
Autor: Pavini, Angelo
Fonte: Valor Econômico, 14/06/2007, EU & Investimentos, p. D1

Estudo da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid) obtido pelo Valor confirma a queda da taxa de administração média do mercado na renda fixa de varejo com o crescimento do patrimônio e do número de fundos de taxa mais baixa. Segundo o estudo, de 2001 até 2006, a taxa média geral cai de 3% para 2,32% ao ano. Ao mesmo tempo, o patrimônio dos fundos com taxa acima de 3% ao ano recua de 50,4% da mostra para 22,8%. Ou seja, cresceu o volume aplicado em fundos novos de taxas menores.

O estudo mostra que, em 2006, a maior parte das aplicações, 52,03%, estava em fundos com taxa entre 1% e 2% ao ano e 21,36% em carteiras que cobravam de 2% a 3%. Outros 17,60% pagavam entre 3% e 4% ao ano de taxa - provavelmente onde está a maioria dos fundos com aplicação mais baixa dos bancos de varejo. A boa notícia é que os fundos com taxa acima disso representam pouco mais de 5%, com 4,91% dos recursos aplicados em carteiras que cobram entre 4% e 5% ao ano de taxa de administração, 0,10% entre 5% e 6% ao ano e 0,20% acima de 6% ao ano.

Com relação ao número de fundos, o estudo da Anbid mostra que houve um crescimento de 12,2% no número de carteiras com taxa de administração igual ou inferior a 2% ao ano entre 2001 e 2006. Já os fundos com taxa de administração superior a 3% ao ano caíram 8,9%. Novamente, as carteiras com taxa entre 1% e 2% são maioria, com 35,42% das carteiras. Os com taxas entre 2% e 3% e entre 3% e 4% ao ano ficaram empatados, com 22,92% do total de fundos cada um. Dos 14% restantes, 8,33% são fundos com taxa entre 4% e 5% ao ano , 2,08% entre 5% e 6% ao ano e 4,17% cobram mais de 6% ao ano (provavelmente os fundos de aplicação automática).

O estudo mostrou também que a maioria das carteiras de renda fixa novas criadas desde 2001 tinha taxa de administração abaixo de 2% ao ano, com exceção de 2006 - talvez por conta do ajuste feito pelo Banco do Brasil em suas carteiras de varejo. O estudo destaca que, em 2003, foi criado um fundo com taxa de 5% ao ano e, em 2005, outro de 6,2%.

A preocupação com as taxas de administração levou o Bradesco e o Santander Banespa a criarem carteiras que reduzem as taxas para quem aplicar por mais tempo. No Bradesco, a taxa começa em 3,5% e cai meio ponto a cada seis meses, até 2% ao ano. No Santander, a taxa é de 0,8% ao ano e há um adicional de 3,2% para quem sacar antes, que vai caindo diariamente até chegar a zero em dois anos. (AP)