Título: Fatia em bolsa cresceu 169% em 2 anos
Autor: Monteiro, Luciana e Pavini, Angelo
Fonte: Valor Econômico, 17/07/2007, EU & Investimentos, p. D1
Não são apenas os fundos de ações que estão mudando o perfil do setor. Também as carteiras multimercado abrem espaço para a renda variável. Conforme dados da Associação Nacional dos Bancos de Investimento (Anbid), o total que os fundos têm aplicado em ações passou de R$ 66,8 bilhões em junho de 2005 para R$ 179,8 bilhões em maio deste ano. Um crescimento de 169%, incluindo a rentabilidade. O valor é mais que o dobro dos R$ 79,275 bilhões aplicados em fundos de ações ou privatização no período. Boa parte dessa diferença está em multimercados com renda variável - com ou sem alavancagem. Só os fundos de arbitragem de ações, os chamados long/short, por exemplo, em sua maioria multimercados, têm patrimônio de R$ 8,4 bilhões.
Se os fundos de ações são destaque no ano em termos de rentabilidade, as carteiras compostas por papéis da Vale do Rio Doce atraem todas as atenções. Somente neste ano, o rendimento médio dessas carteiras é de 50,36% até o dia 12, segundo dados do site Fortuna. O retorno está muito acima da valorização de 29,54 %do Índice Bovespa. Mesmo no mês, o retorno é de encher os olhos, com 12,85%, ante um Ibovespa de 5,92%, até o dia 12.
Diante da forte atratividade dessas carteiras, alguns bancos decidiram reabrir os fundos compostos por recursos próprios de Vale do Rio Doce - as aplicações compostas por recursos do FGTS não aceitam mais investimentos. Os dados do Fortuna mostram que, no ano, até o dia 12, os fundos da Vale formados por recursos próprios registram captação de R$ 1,680 bilhão.
As carteiras compostas somente por papéis da Petrobras, após um período de ganhos fracos, começaram também a se destacar no ano. Os fundos da categoria apresentam rentabilidade média de 16,16% no ano, sendo 7,09% em julho. Os números do Fortuna mostram que as carteiras formadas por recursos próprios registram captação no ano de R$ 484,592 milhões, até o dia 12. (LM e AP)