Título: Cartões devem girar R$ 21 bilhões no Natal
Autor: Junior, Altamiro Silva
Fonte: Valor Econômico, 09/11/2007, Finanças, p. C3

Os cartões de crédito vão ser usados como nunca neste fim de ano. O setor de cartões prevê o melhor Natal da história para os meios eletrônicos de pagamento. Somente os cartões de crédito devem movimentar R$ 21 bilhões em dezembro, um recorde.

Segundo Fernando Chacon, diretor de marketing de cartões do Banco Itaú, o número representa um aumento de 20% em relação ao Natal de 2006 que já vinha com um forte crescimento, de 29%, em relação a 2005. "É um salto muito expressivo", avalia. Só o mês de dezembro costuma aumentar o faturamento do setor em R$ 4 bilhões.

Os cartões continuam tomando lugar dos cheques e do dinheiro. Cada vez mais o plástico vem sendo usado para pagamentos do dia-a-dia, que incluem compras em supermercados e padarias.

O mês de novembro já surpreendeu. Segundo as projeções do Itaú, os cartões de crédito devem movimentar R$ 16,3 bilhões este mês, 20% a mais que em igual período de 2006. Pelas projeções, o país terá no final de novembro 91 milhões de cartões de crédito.

O ano de 2007 deve ser mais um ano em que os cartões de crédito crescem com taxas na casa dos 20%. Desde o início do Plano Real, em 1994, que os meios eletrônicos de pagamentos começaram a ser mais usados, com o fim da inflação e vem crescendo sempre a dois dígitos. Pelas projeções, não há mostras de queda na utilização, influenciada também pela migração do uso de cartões exclusivos de lojas (os chamados private label) para os de crédito com bandeira.

Mais recentemente, a baixa renda passou a ser alvo. Segundo Chacon, enquanto as classes com renda mensal acima de R$ 1,499 mil tiveram expansão de 58% no número de plásticos e de 85% nos recursos movimentados nos últimos quatro anos, as pessoas abaixo deste nível de renda passaram a usar mais o plástico. Em número de cartões, houve alta de 135% para a baixa renda, mesmo taxa em que cresceu o faturamento. Segundo Chacon, as taxas de inadimplência estão em queda.