Título: Passageiros elogiam facilidade e rapidez de atendimento
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 12/11/2007, Brasil, p. A4

Os juizados especiais instalados nos aeroportos são considerados mais acessíveis por atender especificamente casos relacionados às companhias aéreas. Essa é a análise dos próprios passageiros.

"Se o juizado não estivesse no aeroporto, eu não traria a minha reclamação", diz o passageiro Walter Meyer Karl. Mesmo sabendo da existência dos juizados especiais que atendem a pequenas causas em São Paulo, Karl diz que a tendência seria esquecer o problema. "Não tenho o hábito de fazer esse tipo de reclamação e todo o processo em outros lugares é muito mais burocrático. Aqui o atendimento é muito bom e tranqüilo", diz ele. Karl conseguiu ressarcimento de R$ 600 da Varig relativo a despesas que teve com hotel, táxi e alimentação. Ele conta que havia comprado bilhete de volta de Buenos Aires no dia 9 de setembro. O vôo sairia pela manhã, mas foi cancelado. Karl pegou o vôo de volta para São Paulo apenas no dia seguinte, às 15h30 da tarde.

Antes de recorrer ao juizado, Karl tentou contato com a Varig. Procurou informações na página da empresa na internet e depois foi à loja da companhia, onde as informações não o satisfizeram. No juizado, assim que deu entrada à reclamação, passou por tentativa de conciliação no mesmo dia. O representante da Varig recolheu os documentos necessários para estudar o ressarcimento e foi marcada uma nova audiência para dois dias depois. "A Varig me ligou no dia anterior à audiência para dizer que o ressarcimento foi liberado. Fui ao juizado somente para formalizar o acordo. Fiquei muito satisfeito com o atendimento", diz. Karl se sente seguro com o acordo. "A empresa deve depositar o valor em até 30 dias. Caso não o faça, pagará multa de 50%."

A gerente de vendas Paula Rechi, que conseguiu acordo para trocar as passagens para Salvador compradas originalmente da Varig também se declara satisfeita. Ela voará pela TAM a tempo de aproveitar o Carnaval de 2008. "Feliz mesmo eu estarei quando já estiver em Salvador. Mas achei o atendimento da empresa e do juizado muito eficientes." Depois do acordo, a Anac liberou vôos de Congonhas para Salvador, durante as férias.

Nem todos os casos, porém, têm final feliz. Renato Lima, analista de sistemas, foi ao juizado de Congonhas porque no domingo do feriado de Finados, 4 de novembro, passou, segundo ele, por um atraso que chegou a sete horas. Seu vôo, diz, sairia do aeroporto Santos Dumont às 17h40. Ele foi transferido, porém, para o vôo das 18h30. Mais tarde, ele foi levado para o Galeão e acabou chegando em Congonhas apenas à 1 hora da manhã. "Já tive problemas com a Varig várias vezes, mas desta vez resolvi reclamar. Não faria isso se não houvesse o juizado no aeroporto porque esse é um procedimento sem burocracia, com bom atendimento." Lima não conseguiu o acordo. Sua reclamação dará origem a um processo judicial.(MW)