Título: Commodities Agrícolas
Autor:
Fonte: Valor Econômico, 15/10/2007, Agronegócios, p. B12
O avanço da colheita de cacau na Costa do Marfim, que derrubou os preços da amêndoa no mercado físico, ajudou a pressionar as cotações dos contratos futuros de cacau nas bolsas de Nova York e Londres na sexta-feira, segundo a agência Dow Jones Newswires. "A pressão da colheita poderia se estender por até duas semana", afirmou James Cordier, da Liberty Trading Group à Dow Jones. O analista não acredita, porém, em quedas mais significativas nesta semana. Na bolsa de Nova York, o contrato para março caiu US$ 13, para US$ 1.828 por tonelada. Na bolsa de Londres, o contrato para março recuou 5 libras, para 946 libras por tonelada. Em Ilhéus e Itabuna (BA), o preço médio da arroba subiu 1,2% na quinta-feira, para R$ 54,67, segundo a Central Nacional de Produtores de Cacau.
Guinada nos preços
Os preços futuros do café arábica negociados no mercado americano encerraram o pregão de sexta-feira (12), feriado no Brasil, no maior nível em dez meses. Segundo analistas ouvidos pela Dow Jones, preocupações com seca nas lavouras brasileiras e especulação ajudaram a alavancar os contratos. Em Nova York, os papéis para entrega em dezembro registraram alta de 105 pontos e fecharam a US$ 1,3930 por libra-peso. No decorrer do dia, esses papéis chegaram a bater na casa dos US$ 1,4050. "Até que chova, o mercado ficará vigilante com o clima no Brasil", disse Chris Colomb, trader da C.E. Colomb, de New Orleans. Na quinta-feira, último pregão da semana, a saca de 60 quilos do café negociada no mercado doméstico ficou em R$ 269,67, segundo o Cepea/Esalq.
Ausência brasileira
Os preços futuros do açúcar recuaram na sexta-feira nas bolsas de Nova York e Londres, com vendas de especuladores. Também houve rolagens de posições dos contratos de novembro. Analistas ouvidos pela Dow Jones Newswires disseram que houve poucos negócios devido à ausência de agentes do Brasil, da Indonésia e da Venezuela por conta do feriado na sexta-feira. A Unica, que reúne as indústrias de açúcar e álcool, previu melhora nas lavouras do Centro-Sul brasileiro com a volta das chuvas. Na bolsa de Nova York, o contrato para maio recuou 1 ponto, para 9,84 centavos de dólar por libra-peso. Em Londres, o contrato para março recuou US$ 1,50, para US$ 281,70 por tonelada. No Brasil, o preço médio da saca recuou 0,04% na quinta-feira, para R$ 23,96, segundo o indicador Cepea/Esalq.
Safra menor nos EUA
Os preços futuros do suco de laranja dispararam na sexta-feira na bolsa de Nova York, com compras de fundos e especuladores, após divulgação da projeção de safra de laranjas da Flórida pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA). O órgão estimou a safra americana em 168 milhões de caixas. Segundo a Dow Jones Newswires, o número surpreendeu analistas de mercado, que previam um número entre 174 milhões e 200 milhões de caixas. Esse volume, ainda é 30% superior à safra 2007/08, quando a produção na Flórida ficou em 129 milhões de caixas. O contrato para janeiro subiu 705 pontos e fechou a US$ 1,4360 por libra-peso. No mercado interno, o indicador Cepea/Esalq para a caixa de 40,8 quilos de laranja vendida às indústrias de suco ficou em R$ 9,31.