Título: Rede 3G da TIM terá foco em internet
Autor: Moreira, Talita
Fonte: Valor Econômico, 12/02/2008, Tecnologia & Telecomunicações, p. B2

A TIM deverá lançar sua rede de terceira geração (3G) até o fim de março, com uma estratégia fortemente amparada na oferta de internet.

O presidente da operadora, Mario Cesar Pereira de Araujo, disse ontem que a nova tecnologia será acompanhada de uma versão mais rápida de seu serviço de acesso à web. De acordo com o executivo, a velocidade alcançará até 7,2 megabits por segundo (Mbps), o que a tornará competitiva com a banda larga oferecida pelas empresas de telefonia fixa.

A TIM lançou em julho o produto chamado de TIM Web, que consiste de um mini-modem que, plugado ao computador, permite a conexão à internet. Desde então, a operadora conquistou pouco menos de 500 mil usuários do serviço, que chegou a ter lista de espera nas lojas para atender a demanda. Porém, alguns clientes queixam-se de que, em determinados momentos, a conexão é tão lenta quanto a de uma linha discada.

Araujo também pretende oferecer um serviço de televisão por assinatura com a entrada na 3G. O executivo conta com a aprovação do projeto de lei 29/07, que está em tramitação na Câmara dos Deputados, para poder oferecer a seus assinantes canais com programação completa de TV.

Hoje, as operadoras de telefonia não podem transmitir canais com grades de programação, apenas conteúdos de vídeo isolados ou sob demanda. O projeto de lei poderá alterar essa regra.

O presidente da TIM circulava ontem pelos corredores do Mobile World Congress, em Barcelona, pesquisando as novidades na área de conteúdo para celular. A oferta de conteúdo é fundamental na 3G, que permite o tráfego de dados em alta velocidade.

A rede de terceira geração da TIM está praticamente pronta, segundo Araujo, e foi montada pela sueca Ericsson, pela chinesa Huaweii e pela Nokia Siemens, parceria entre as empresas finlandesa e alemã.

Segundo o executivo, as operadoras terão um incremento de custos com a implantação das redes de 3G, a chegada da portabilidade (possibilidade de mudar de prestadora, mantendo o número de telefone) e a vigência do novo regulamento do Serviço Móvel Pessoal (que impõe obrigações como o aumento da validade dos créditos de pré-pago e a disponibilização gratuita, para os assinantes que quiserem, de um comparativo entre planos de serviços diferentes).

Na avaliação de Araujo, as operadoras terão de compartilhar infra-estrutura na terceira geração para absorver esses impactos. O presidente da Vivo, Roberto Lima, também é defensor do uso comum das redes de telefonia para reduzir custos. (TM)