Título: Petróleo tem novo recorde de preço em Nova York
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Fonte: Valor Econômico, 21/02/2008, Empresas, p. B7

Os preços do petróleo voltaram a marcar recordes ontem. Em Nova York, o contrato de março chegou a marcar US$ 101,32 por barril ao longo da jornada. A desvalorização do dólar frente ao euro e a ata da reunião do Federal Reserve (Fed), divulgada na tarde de ontem, deram sustentação para a nova marca.

Em Londres, as cotações passaram por um ajuste após a alta de anteontem e fecharam em queda. Colaboraram para essa correção as previsões de uma nova expansão dos estoques americanos de óleo cru. O relatório do departamento de Energia dos Estados Unidos será divulgado hoje e a estimativa é de um aumento entre 2 milhões e 3 milhões de barris para as reservas de cru.

O contrato de WTI para março, negociado em Nova York, fechou a US$ 100,74, com aumento de US$ 0,73. O vencimento do mês seguinte fechou praticamente estável, a US$ 99,70. Em Londres, o barril de Brent para abril declinou US$ 0,14, para US$ 98,42. O contrato para maio fechou a US$ 98,25, com desvalorização de US$ 0,09.

No entendimento do mercado, apesar do aumento da inflação, o Federal Reserve (banco central dos EUA) sustentou em seu comentário que está pronto para fazer novos cortes de juros para amparar o crescimento da economia americana. Essa avaliação contribuiu para acreditar em demanda continuada por petróleo.

Segundo Francisco Blanch, diretor de pesquisa mundial sobre commodities da Merrill Lynch, o "superciclo" de preços altos para as commodities poderá durar mais 15 anos. "Há uma verdadeira escassez de capacidade, o mundo está crescendo a um ritmo muito acelerado e a única maneira de resolver essa escassez é ter um mercado de commodities muito líquido e que tenha um alto nível de participação."

(Com agências internacionais)