Título: IGPM mostra queda de preços agrícolas
Autor: Rosas , Rafael
Fonte: Valor Econômico, 23/04/2008, Brasil, p. A2
O Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M) avançou 0,37% na segunda medição de abril, inferior à taxa apurada em igual período do mês passado, de 0,78%. O crescimento mais brando nos preços do atacado, especialmente a queda nos produtos agrícolas, influenciou no resultado. Conforme a pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgada ontem, no ano, o indicador subiu 2,76%. Em 12 meses, o avanço foi de 9,46%.
No segundo levantamento deste mês, o Índice de Preços ao Atacado (IPA), que representa 60% do índice geral, expandiu-se 0,22% após alta de 1,08% em período correspondente de março. Os produtos agrícolas cederam 1,72%, invertendo o rumo tomado um mês antes, quando aumentaram 1,39%. Os produtos industriais tiveram leve variação, indo de 0,96% para 0,98% de acréscimo.
Dois dos três estágios de produção nos quais os componentes do IPA são divididos registraram baixa - as matérias-primas brutas diminuíram 1,39% e os bens finais declinaram 0,05%. Na segunda parcial de março, verificaram crescimento respectivo de 2,24% e 0,14%. Os bens intermediários, contudo, aprofundaram o ritmo de alta, deixando para trás elevação de 1,04% para apurarem agora 1,57%.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que responde por 30% do indicador cheio, avançou 0,63% na segunda pesquisa de abril, bem acima do 0,06% marcado em intervalo correspondente do mês anterior. Seis classes de despesa contribuíram para a aceleração, com destaque para o grupo alimentação, que partiu de recuo de 0,31% para elevação de 1,31% em razão do encarecimento das frutas, hortaliças e legumes e panificados e biscoitos.
O Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), representativo de 10% do IGP-M, foi de uma ampliação de 0,52% para 0,75% entre a segunda prévia de março e a de abril. Materiais e serviços expandiram-se 0,87%, ou 0,10 ponto percentual abaixo da taxa verificada na parcial de março. O índice que capta o custo da mão-de-obra subiu 0,62%, depois de ficar em 0,01% no estudo correspondente do mês passado.
O segundo decêndio do IGP-M compreende o intervalo entre os dias 21 do mês anterior e 10 do mês de referência.