Título: União Química produzirá medicamento oncológico
Autor: Mandl,Carolina
Fonte: Valor Econômico, 23/06/2008, Empresas, p. B7

A União Química Farmacêutica, do grupo Castro Marques, investirá R$ 50 milhões na construção de duas novas unidades industriais em Goiana, a cerca de 60 quilômetros do Recife. Com as unidades, a empresa planeja entrar no segmento de remédios oncológicos, além de ampliar a produção de medicamentos para os olhos.

Segundo Fernando Marques, presidente da União, em 2009 vencem as patentes de diversas drogas para o tratamento de tumores. Por isso a companhia analisou que seria uma boa hora de investir na produção delas. A expectativa é que as vendas anuais desse ramo fiquem em torno de R$ 150 milhões a partir de 2011, quando a fábrica nova deve estar operando, trazendo um incremento ao faturamento geral da empresa, que neste ano deve ficar em R$ 800 milhões.

Já os produtos para os olhos devem passar a representar R$ 80 milhões, um crescimento de 60% em relação ao volume faturado hoje. "Decidimos ampliar a produção do segmento oftalmológico porque por ano as vendas aumentam 20%", explica Marques. Atualmente esses remédios são feitos em Taboão da Serra (SP), uma das quatro unidades do grupo. Quando a fábrica em Pernambuco estiver pronta, essa unidade paulista produzirá apenas medicamentos para tratamento hormonal.

A construção de uma nova unidade, entretanto, não é o único plano da União. De acordo com Marques, a companhia também está avaliando a compra de concorrentes. "Duas indústrias estão sob análise neste momento. Uma delas é no ramo de produtos para os olhos", diz o executivo, sem dar maiores detalhes.

Ao decidir se instalar em Pernambuco, a União levou em conta os incentivos fiscais oferecidos pelo Estado. Além disso, pesou na escolha o fato de estar sendo criado em Goiana um pólo farmacoquímico, o que pode fortalecer a cadeia de suprimentos. Apesar de não ter ainda nenhum empreendimento pronto, anunciaram investimentos no pólo a Hemobras - fábrica de hemoderivados do governo federal -, a Novartis - que deve produzir vacinas) e o Laboratório Farmacêutico do Estado de Pernambuco.

Outro ponto levado em consideração pela empresa foi ela já comprar embalagens de fabricantes pernambucanos, como a Companhia Industrial de Vidros.