Título: SLC anuncia aquisição de mais terras no Maranhão
Autor: Cruz, Patrick
Fonte: Valor Econômico, 04/09/2008, Agronegócios, p. B11
Caco Argemi/Valor Conforme Laurence Gomes, diretor financeiro da SLC, nova aquisição deixa empresa preparada para expandir em grãos A SLC Agrícola anunciou ontem o investimento de R$ 11,4 milhões para a aquisição de uma área de terras de 4,3 mil hectares em Tasso Fragoso (MA). A área está ligada à Fazenda Parnaíba, que já pertence à empresa e que, com a aquisição, será ampliada em 14,6%. O valor da operação equivale a 317,1 mil sacas de soja.
O negócio deixa a empresa pronta para a programação feita para a safra 2008/09, na qual o plantio de soja, algodão e milho será feito em 220 mil hectares, segundo Laurence Gomes, diretor financeiro e de relações com investidores da SLC. Dessa área de cultivo, 64 mil hectares correspondem a terras arrendadas.
"Com o recuo do preço da soja, muitas ofertas de negócios têm aparecido", diz o diretor. Como as transações mais recentes da SLC foram realizadas no Maranhão e na Bahia, os dois Estados devem sair um pouco do foco da empresa em futuras aquisições. Em junho, a companhia anunciou o investimento de R$ 34 milhões em uma área de 5,1 mil hectares em Barreiras (BA). Em julho, a mesma Fazenda Parnaíba, ampliada com o aporte divulgado ontem, havia crescido em 3,4 mil hectares com o desembolso de R$ 14 milhões.
Da compra anunciada ontem, R$ 4,8 milhões serão pagos em seis parcelas, anuais, até 31 de maio de 2013. Os R$ 6,66 milhões restantes serão liquidados em três parcelas até maio de 2009.
Para a safra 2009/10, o projeto da companhia é de plantio em 270 mil hectares, o que significa um aumento de 50 mil hectares em relação à programação da safra 2008/09. De acordo com o diretor, boa parte dos negócios para esse aumento de área já está "alinhavada". As atenções podem novamente voltar ao Mato Grosso, segundo ele. No Estado, a empresa atua por meio de duas fazendas, localizadas nos municípios de Sapezal e Diamantino.
Com o foco das aquisições concentrado nas áreas brasileiras de cerrado, mas com Maranhão e Bahia já não tão mais na mira da empresa, Tocantins e Piauí podem também entrar nos prospectos da SLC - nesses dois Estados, a companhia ainda não tem fazendas. Gomes faz, contudo, a ressalva de que a cultura do algodão nos dois Estados ainda é incipiente. "Tocantins e Maranhão acabam tendo problemas relacionados à tecnologia para essa cultura", diz. Ao adquirir terras, a SLC equilibra nas áreas novas o plantio de soja, algodão e milho.
Desde sua oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês), em junho de 2007, já foram investidos em terras cerca de R$ 230 milhões, segundo a companhia. Foram dez os negócios nesse período, que adicionaram 62,4 mil hectares ao portfólio da empresa. Em média, foram fechados dois negócios a cada três meses. Além de Mato Grosso, Maranhão e Bahia, a empresa comprou, em outubro de 2007, uma área de 4,3 mil hectares em Cristalina (GO).