Título: Brasil precisa ser mais agressivo para operar na China, diz Duqing
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Fonte: Gazeta Mercantil, 12/11/2008, Nacional, p. A4

São Paulo, 12 de Novembro de 2008 - O Brasil precisa ser mais agressivo para entrar no mercado chinês. A constatação é do embaixador da República Popular da China no Brasil, Chen Duqing, feita ontem durante evento realizado em São Paulo (SP), no qual destacou que a China manterá o crescimento nos próximos anos e para tanto vai precisar de insumos e parcerias comerciais com outros países, como o Brasil. "O Fundo Monetário Internacional (FMI) afirmou que a China deve crescer 8,5% em 2009, mas pode ser até mais, dependendo do reflexo das medidas adotadas", disse Duqing, referindo-se ao pacote de US$ 586 bilhões anunciado recentemente pelo governo chinês.

Para o embaixador, o pacote, cujo foco é o financiamento de projetos de infra-estrutura e habitação popular, "vai manter avanço da economia do país" no biênio 2009-2010, e terá efeitos benéficos para a economia mundial. "Se a China conseguir arrumar sua própria casa, já vai contribuir para a solução da crise", salientou Duqing.

Ele avaliou que existe uma "influência negativa" da turbulência financeira internacional na economia chinesa, mas que esta influência é "controlada e limitada". Entretanto, o embaixador reconheceu que há problemas ainda não resolvidos no país, como a falta de recursos para pequenas empresas, e quedas nos preços das commodities, que desestimulam o plantio de alguns cereais. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 4)(Bruno De Vizia)