Título: Dólar cai pelo terceiro dia consecutivo
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Fonte: Gazeta Mercantil, 06/02/2009, Finanças, p. B2

São Paulo, 6 de Fevereiro de 2009 - O dólar emendou o terceiro pregão consecutivo de queda nesta quinta-feira, durante uma sessão bem instável, acompanhando o vaivém das bolsas de valores mundiais. Após oscilar entre a mínima de R$ 2,288 e a máxima de R$ 2,32, a moeda estrangeira fechou em queda de 1,04%, vendido na mínima.

Gerson Nóbrega, gerente do Banco Alfa de Investimentos, citou além dos rumores de que os EUA podem suspender a regra de marcação a mercado para estimular o setor financeiro, a expectativa de maiores ingressos de recursos no País após captação de recursos no mercado externo por empresas brasileiras.

"No curto prazo, a tendência é de uma pequena valorização do real, já que após o Tesouro e a Petrobras a perspectiva é de que outras empresas também captem recursos no exterior", diz. "E se lá fora contribuir e o pacote do Obama for aprovado até o dia 15, o dólar por chegar a R$ 2,20 no curto prazo.", projeta.

Segundo Nóbrega, a balança comercial deve voltar a registrar superávit no trimestre, com o início da safra agrícola. Somado a isso, o presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, anunciou que oferecerá até US$ 36 bilhões a empresas brasileiras com dívidas no exterior. As empresas que precisarem desses recursos terão que negociar as condições para um empréstimo com um dos bancos brasileiros autorizados a fazer a operação com o BC.

Juro futuro sobe

Os investidores aproveitaram a quinta-feira para refazerem posições e, em alguns casos, realizarem lucros, enquanto aguardam a divulgação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), marcada para amanhã. Na BM&F Bovespa, o dia foi de poucos negócios e oscilações para cima nas projeções de juros.O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2010, o mais líquido, fechou com taxa anual 11,04%, ante 11,01% do ajuste anterior. Janeiro de 2012 apontou juro de 11,80%, ante 11,72% da véspera. Para a SulAmérica Investimentos, o IPCA deve mostrar variação de 0,45%, acima da variação observada em dezembro (0,30%).

De acordo com analistas, a curva de juros futuros já está bem precificada em relação aos movimentos de política monetária e, com isso, a qualquer notícia ou indicador econômico divulgados os investidores aproveitam para ajustar as posições.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(InvestNews)