Título: Juro futuro sobe com realização de lucro
Autor:
Fonte: Gazeta Mercantil, 05/02/2009, Finanças, p. B2

São Paulo, 5 de Fevereiro de 2009 - A ausência de indicadores relevantes no campo econômico nesta quarta-feira fez com que os investidores aproveitassem para realizar lucro nos contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de longo prazo. Na BM&F Bovespa, as projeções de juros embutidas nos contratos de DI de curto prazo fecharam dentro da estabilidade e nos prazos mais longos as taxas avançaram. O DI de janeiro de 2010, o mais líquido, apontou taxa anual de 11,01% ante 10,96% do ajuste da véspera. Janeiro de 2012 registrou juro de 11,71%, frente aos 11,60% do fechamento anterior.

Analistas lembram que a curva de juros futuros já precifica a queda na taxa Selic, atualmente em 12,75% ao ano, em pelo menos mais duas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom). Por isso, este aumento verificado no prêmio do DI de longo prazo nada mais é do que realização de lucro. As expectativas de novas reduções nos juros não mudaram, principalmente, em um cenário onde a inflação segue controlada e as economias desaceleram.

Na segunda-feira, foram divulgados dados mais fracos de atividade da indústria brasileira que reforçaram as apostas de que o colegiado do Banco Central (BC) poderá repetir a dose e reduzir os juros em 1 ponto percentual na reunião do Copom agendada para 10 e 11 de março. No entanto, economistas comentam que os próximos passos da autoridade monetária serão ditados pela evolução dos dados e seus impactos sobre a trajetória prospectiva de inflação.

O Banco Fibra ressalta que os baixos índices de confiança (tanto do consumidor quanto do empresário), percepção de estoques ainda elevados, níveis de utilização da capacidade instalada em queda acelerada e contração do mercado de trabalho devem ser a tônica do primeiro trimestre, se contrapondo aos índices de inflação corrente mais elevados e evitando expectativas de repasses de preços.

Dólar cai

O dólar comercial fechou em queda nesta quarta-feira, acompanhando o bom humor dos mercados acionários em meio à expectativa de que o Senado dos Estados Unidos vote o pacote fiscal do presidente Barack Obama. Na semana passada, a medida foi aprovada na Casa dos Representantes, mesmo sem apoio dos republicanos. A divisa norte-americana chegou a cair 2% durante o dia, a R$ 2,277, mas reduziu a baixa e fechou em queda de 0,47%, vendida a R$ 2,312.

(Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 2)(InvestNews)