Título: Ameaça de rebaixamento
Autor: Hessel, Rosana
Fonte: Correio Braziliense, 30/03/2011, Economia, p. 9
Uma das três principais agências de classificação de risco do mundo, a Standard & Poor¿s (S&P) anunciou ontem que poderá rebaixar a nota do Brasil caso o governo não cumpra, neste ano, a meta de superavit primário (economia para o pagamento de juros da dívida) de 3% do Produto Interno Bruto. Com rating BBB-, o país está no primeiro nível do chamado grau de investimento. Segundo a diretora executiva da S&P no Brasil, Milena Zaniboni, a principal vulnerabilidade hoje da economia brasileira é fiscal. ¿Acreditamos, porém, que o governo está comprometido em atingir o superavit de 3% do PIB¿, disse.
Ao ser questionado pelo Correio sobre o posicionamento da S&P, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, demonstrou surpresa sobre a possibilidade de o país ser rebaixado pela agência. ¿É muito curioso ver qual é a explicação deles. Acho que vão cometer um equívoco e terão que se explicar, porque nós vamos cumprir a meta de superavit primário, com certeza¿, afirmou. Ontem, porém, o Tesouro Nacional informou que a economia do governo central (Tesouro Nacional, Banco Central e Previdência Social) caiu 81% em fevereiro em relação ao mesmo período de 2010.
Em contraponto à S&P, outra agência de classificação de risco, a Moody¿s, destacou que pretende elevar o rating do país nos próximos meses. Em entrevista à Reuters, o analista Mauro Leos, informou que está fazendo um ¿ajuste fino¿ das classificações de Brasil e Peru, que possuem notas mais baixas dentro da categoria de grau de investimento. (RH)