Título: Partidos aliados indicam nomes amanhã
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Fonte: Gazeta Mercantil, 20/05/2009, Brasil, p. A8

Brasília, 20 de Maio de 2009 - Os partidos aliados do governo devem indicar até amanhã os nomes dos integrantes da CPI da Petrobras, informou nesta terça-feira o líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR).

O senador afirmou ainda que vai procurar a oposição para buscar um entendimento sobre o funcionamento da comissão, criada para investigar supostas irregularidades em licitações e no pagamento de tributos pela estatal.

Jucá participou de reunião para os acertos da CPI com o ministro José Múcio Monteiro (Relações Institucionais), o líder do PT, Aloizio Mercadante (SP), e a líder do governo no Congresso, Ideli Salvatti (PT-SC).

O senador ponderou que a quebra do acordo por parte do PSDB, que previa uma audiência com o presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, para depois avaliar a necessidade da CPI, é um fato que pode comprometer um entendimento. "É um fato que de certa forma desestabilizou o início da relação", disse Jucá a jornalistas.

Mercadante foi evasivo sobre os nomes dos integrantes da presidência e relatoria da CPI. Disse apenas que, no governo do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, PSDB e DEM jamais deram esses cargos ao PT, então na oposição.

O líder do Democratas no Senado, Agripino Maia (RN), afirmou que o partido aceitará indicar apenas um nome para integrar a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Petrobras como titular se o PSDB apoiar a escolha do partido para concorrer à presidência da comissão.

A oposição tem direito a ocupar cinco vagas na CPI (três titulares e dois suplentes). Essas vagas terão que ser divididas entre PSDB e DEM. O Democratas indicou ontem três representantes. Os senadores Antonio Carlos Magalhães Junior (BA), Heráclito Fortes (PI) e Demóstenes Torres (GO). O PSDB indicou outros três.

Diante da necessidade de excluir um dos senadores de um dos partidos, Agripino condicionou a desistência de uma das vagas ao apoio para ocupar a presidência da comissão. "Vamos conversar entre nós, democratas e tucanos. Tentaremos encontrar o caminho", disse o senador.

Mesmo com apoio do PSDB, o DEM precisará contar com votos de parlamentares governistas para fazer com que seu candidato assuma a presidência da comissão. Os governistas tem direito a oito vagas entre as 11 titulares na CPI.

(Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 8)(Reuters)