Título: ONU pede cuidado no comércio de agrotóxicos
Autor:
Fonte: Gazeta Mercantil, 24/09/2004, Meio ambiente, p. A-8
O diretor executivo do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), Klaus Topfer, pediu ontem que o comércio internacional de pesticidas e agrotóxicos seja visto como um assunto de responsabilidade social e que os fabricantes levem em conta seus efeitos nos países em desenvolvimento.
Topfer se referiu aos resultados da primeira reunião de países-membros do Convenção de Roterdã (em vigor desde fevereiro) e que permitiu a criação de uma lista de produtos que não podem ser exportados a um país sem que este dê seu consentimento prévio.
Nesta reunião, que termina hoje e da qual participaram representantes de 130 países, decidiu-se incluir 14 novas substâncias na lista de produtos que podem ser submetidos a esta restrição, mas se deixou de lado o amianto crisotilo, uma substância cancerígena.
A oposição do Canadá e da Rússia, dois países produtores desse tóxico, impediu que a substância fosse incluída nessa lista. Topfer afirmou que esta substância deveria estar na relação de produtos cujo comércio requer um consentimento prévio, mas afirmou que o assunto "não está fechado" e ofereceu mais trabalho para convencer os países reticentes.
Como parte do procedimento estabelecido na Convenção de Roterdã, os países podem decidir quais produtos químicos aceitam e rejeitar outros, quando não contarem com os meios adequados para conduzí-los sem colocar em risco a saúde ou o meio ambiente.