Título: Fundo condiciona ajuda à Argentina
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Fonte: Gazeta Mercantil, 30/09/2004, Internacional, p. A-9
A recuperação econômica continua na Argentina, mas as reformas estruturais demoram, afirmou ontem o Fundo Monetário Internacional (FMI), que condiciona sua ajuda ao país à aplicação de tais reformas. Em seu relatório "Perspectivas Econômicas Mundiais", o Fundo sustentou que as baixas taxas de juros e os altos preços das matérias-primas ajudaram a manter a recuperação econômica. Mas, acrescentou que "os dados recentes sugerem que a expansão argentina está se moderando gradualmente, e que o ritmo de crescimento será cada vez mais lento em 2005".
David Robinson, subdiretor de Pesquisa do FMI, disse que conseguir um acordo com os detentores de bônus em default, que superam US$ 100 bilhões com juros, deve ser uma prioridade chave para o governo argentino, já que é um passo de importância "crítica" para sua credibilidade. E afirmou esperar que a restruturação da dívida, programada para outubro, tenha uma participação substancial de credores.
Para 2004, o FMI calcula que o crescimento econômico da Argentina será de 7%, e em 2005 será de 4%. Em 2003 foi de 8,8%.
O Índice de Confiança do Governo da Universidade Torcuato Di Tella, divulgado ontem mostrou que a confiança dos argentinos no governo de Néstor Kirchner subiu 3% em setembro, revertendo tendência de queda dos dois meses anteriores. Numa escala de 0 a 5, o índice ficou em 2,13 pontos, 68 pontos abaixo da média do governo Kirchner.