Título: Proposta de Skaf é ampliar Conselho
Autor: Otto Filgueiras
Fonte: Gazeta Mercantil, 30/09/2004, Finanças & Mercados, p. B-1
O empresário Paulo Skaf, presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), disse ontem que "a decisão do Conselho Monetário Nacional (CMN) de manter em 9,75% a Taxa de Juros de Longo Prazo, somada ao aumento recente da taxa Selic, só contribui para inibir o investimento na produção, num momento em que a economia do País dá sinais de recuperação".
Paulo Skaf reiterou a defesa da proposta que fez, logo após a sua eleição para a Fiesp, quando esteve com o presidente Lula. Ele propôs ampliar o CMN - que hoje é composto apenas pelos ministros da Fazenda e Planejamento e pelo presidente do Banco Central - incorporando a participação de empresá-rios e trabalhadores, envolvidos diretamente na produção.
Segundo o presidentre da Fiesp, "os empresários e trabalhadores precisam participar de fóruns como o CMN para que não vinguem apenas os argumentos dos que são favoráveis à estabilidade da moeda a qualquer preço". Ele disse que "o discurso desenvolvimentista precisa estar presente também nos centros de decisões do país". Segundo Skaf, "a moeda estável e o controle da inflação não podem significar o sacrifício de quem trabalha, de quem quer o crescimento econômico consistente e o bem do Brasil".
Ele afirmou ainda que "é hora de constituir a autoridade produtiva para fazer frente à autoridade monetária". Segundo ele, os representantes da "indústria, comércio, agricultura e serviços devem se articular com os trabalhadores, os parlamentares e os governantes para que o Brasil tenha um desenvolvimento equilibrado e dê a seu povo a esperança de um futuro melhor."