Título: Zona do Euro tem deflação de novo no mês de julho
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Fonte: Gazeta Mercantil, 19/08/2004, Intenacional, p. A-9
A inflação dos 12 países da zona do euro registrou desaceleração pelo segundo mês consecutivo em julho, devido à fraca demanda por parte dos consumidores, que impediu as empresas de repassarem os aumentos de energia. Os preços ao consumidor caíram 0,2% em julho passado, reduzindo a taxa de inflação anual para 2,3%, contra os 2,4% de junho, disse o departamento europeu de estatística, sediado em Luxemburgo. A taxa foi corrigida em relação a uma estimativa de 30 de junho, que havia previsto 2,4%.
A taxa de desemprego da região, atualmente em 9%, está reprimindo os gastos dos consumidores, o que retarda a recuperação da economia. A escalada dos preços do petróleo, que atingiram recordes, e seu potencial efeito negativo sobre o ritmo de crescimento aumentaram as expectativas de que o Banco Central Europeu manterá suas taxas de juros inalteradas este ano.
Os gastos dos consumidores reprimiram o crescimento especialmente na Alemanha, que responde por aproximadamente um terço da economia da região. Os consumidores alemães não aumentam seus gastos há mais de um ano. "As maiores vendas vêm de fora da Alemanha. Dentro do país, estão estagnadas", disse Klaus Eierhoff, principal executivo da empresa de logística Thiel Logistik.
O BCE, com sede em Frankfurt, tem mantido sua taxa de juros básica inalterada em 2% desde junho do ano passado para dar sustentação à recuperação econômica. Esse é o nível mais baixo da taxa em quase seis décadas. A alta dos preços do petróleo pode fazer com que a inflação fique acima do limite de 2% estabelecido pelo BCE no início do ano que vem, disse o Banco em seu relatório mensal de 12 de agosto. O aumento dos preços do petróleo e a desaceleração do crescimento levaram os investidores a reduzir expectativas em relação a uma alta da taxa de juros este ano, segundo mostram as operações do mercado de futuros.
Balança francesa
A balança comercial francesa registrou em junho um déficit de ¿ 304 milhões, inferior às previsões dos analistas, ante os ¿ 336 milhões registrados no mês anterior, segundo dados oficiais.
No primeiro semestre, o superávit alcançou os ¿ 1,1 bilhão. Concretamente, neste ano a balança superou o déficit de ¿ 166 milhões registrado no mesmo período de 2003, para um saldo positivo de ¿ 1,109 bilhão. A melhora foi devido ao impulso das exportações.