Título: Hélio Costa em baixa
Autor: Rothenburg, Denise ; Iunes, Ivan
Fonte: Correio Braziliense, 05/04/2011, Política, p. 2

Um dos nomes ¿da vez¿ do PMDB para ocupar um cargo no segundo escalão da Esplanada, o ex-senador Hélio Costa (PMDB-MG) tem sido considerado carta praticamente descartada. A pouca simpatia do Planalto com o peemedebista nasceu por conta de rusgas com a presidente Dilma Rousseff que remontam à passagem de Costa pelo Ministério das Comunicações, entre 2005 e 2010. O estopim foi o processo de escolha do modelo de TV Digital no Brasil.

Na época, o então titular da pasta trombou feio com a então ministra da Casa Civil na escolha pelas tecnologias japonesa, norte-americana ou europeia. Apoiado pelos empresários do setor, Costa conseguiu emplacar o seu modelo preferido, o japonês, mas saiu do episódio arranhado. Dilma se inclinava por uma das outras duas opções. A petista chegou a pedir a convocação de um técnico do ministério para que ele esclarecesse as diferenças reais entre as tecnologias, mas o encontro teria sido frustrado por intervenção de Costa.

Depois da celeuma pela questão da TV Digital, o ex-senador perdeu os poucos pontos que restavam ao ser incluído em uma lista para assumir Furnas ¿ área de influência do deputado federal Eduardo Cunha (PMDB-RJ). Como o parlamentar fluminense é um dos desafetos de Dilma dentro do PMDB, Costa acabou limado de vez. ¿Ela nos reuniu e disse que não adiantaria indicar o Hélio Costa para nada, mesmo com os argumentos de que ele disputou a eleição em Minas em aliança com o PT. Estamos de mãos atadas¿, resume um senador peemedebista. (II)