Título: IPC-S da FGV sobe 0,80% puxado por alimentos e habitação
Autor: Christiane Bueno Malta
Fonte: Gazeta Mercantil, 24/08/2004, Nacional, p. A-5
O Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S), apurado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), referente ao período de 14 de julho a 13 de agosto de 2004, subiu 0,80%, acelerando 0,04 ponto percentual (p.p.) em relação ao período anterior, de 14 de junho a 13 de julho. Os grupos habitação e alimentação, que juntos responderam por 78% do índice geral, puxaram a alta.
Dentre as 12 capitais pesquisadas, Recife apresentou a maior taxa de variação, com 1,38%, seguida de Goiânia, com 1,15% e Rio de Janeiro, com 1,08%. Fortaleza apresentou a mais baixa, com 0,19%.
Na divulgação anterior, Recife também liderou o ranking, com uma variação de 1,24%. A segunda maior variação na edição anterior foi a do Rio de Janeiro, com 0,93%, e Goiânia, a terceira, com 0,91%. A capital com a menor variação na edição anterior também foi Fortaleza, com 0,20%.
O efeito decrescente dos preços administrados reajustados em julho de 2004 fizeram com que o grupo habitação apresentasse taxa de variação inferior à medida na divulgação anterior, apesar de continuar pressionando o índice cheio. O grupo registrou elevação de 1,02% na comparação com os 1,25% da semana anterior.
Já alimentação está em franca aceleração pela terceira semana consecutiva de alta, acompanhando o aumento dos preços de itens da cesta de gêneros alimentícios. A variação do grupo passou de uma variação positiva de 0,74% para um aumento de 1,06%.
Os itens tarifa de ônibus urbano, álcool e gasolina determinaram a aceleração da taxa do grupo transportes, que subiu de 0,73% para 0,87%. A variação do item ônibus urbano subiu de 1,09% para 1,15%; do álcool, de 4,33% para 6,45% e da gasolina, de 0,16% para 0,34%.
O grupo vestuário, único a registrar deflação, com taxa negativa de 0,38%, revela que a desaceleração acentuou-se uma vez que a variação anterior era negativa em 0,24%. As desacelerações justificam-se pelas promoções e liqüidações.
As despesas com saúde e cuidados pessoais mostraram pequeno aumento, de uma taxa positiva de 0,32% para uma alta de 0,38%. As pressões mais importantes vieram dos subgrupos serviços de saúde e produtos médico-odontológicos.
O grupo educação e leitura ficou estável em relação à apuração anterior, com ligeira baixa de 0,01 p.p., fixando alta de 0,56%. As despesas diversas fixou taxa de alta de 0,32% ante variação positiva de 0,09%.