Título: Vale começa a explorar carvão em Moçambique
Autor: Mônica Magnavita
Fonte: Gazeta Mercantil, 16/11/2004, Indústria & Serviços, p. A-15
A Companhia Vale do Rio Doce (CVRD) venceu a concorrência internacional para a exploração de carvão na região de Moatize, no norte de Moçambique, com um lance de US$ 122,8 milhões. A empresa participou da disputa associada à produtora de carvão American Metals and Coal International (AMCI). A Vale é majoritária no consórcio, com 95%, e o grupo americano detém os 5% restantes. Moatize marca a entrada da mineradora no mercado de carvão. Até o momento, a Vale tinha, apenas, duas joint-ventures em formação com empresas chinesas, a Yankuang e a Yongchenge Baosteel.
Os investimentos totais previstos na região em Moçambique, conforme os estudos de pré-viabilidade técnica, são de cerca de US$ 1 bilhão, incluindo o pagamento pela concessão, o desenvolvimento da mina e a construção de um terminal para carregamento de navios. Parte desses recursos virá de um financiamento concedido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O estudo de viabilidade tem in¡cio previsto para janeiro de 2005.
Segundo nota divulgada pela Vale, Moatize é considerada a maior província carbonífera não explorada do mundo. A região tem um depósito estimado em 2,4 bilhões de toneladas, que permite a extração de carvão coqueifiável e carvão energético. O carvão é matéria prima para a indústria siderúrgica, e a brasileira, especialmente, aumentará a demanda por carvão em função dos novos projetos e dos planos de expansão do setor. Ainda segundo a nota, Moçambique tem uma economia em "desenvolvimento acelerado, com estabilidade pol¡tica e moderna legislação mineral, e vem recebendo investimentos diretos estrangeiros na indústria de mineração e metais".