Título: Aterros podem atender 33% do consumo
Autor: Fernando Exman
Fonte: Gazeta Mercantil, 18/11/2004, Energia, p. A6

Somando a geração de energia elétrica por meio dos gases gerados em aterros, a incineração de lixo que não poderia ser reutilizado e a redução dos gastos com energia gerada com a reciclagem de parte dos detritos, 33% do consumo de eletricidade no País poderia vir do lixo produzido pela população brasileira. A conta é do pesquisador Luciano Basto, da Coordenação dos Programas de Pós-Graduação de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro.

De acordo com os cálculos do pesquisador, 13 TW/h poderiam ser gerados por meio do gás de lixo, 52 TW/h pela incineração em usinas termelétricas com a queima do lixo e outros 55 TW/h conservados em função da reciclagem. Esses 120 TW/h corresponderiam a um terço do consumo do País.

A Pesquisa Nacional de Saneamento Básico, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2000, apurou que, naquele ano, o Brasil produzia 125,28 mil toneladas de lixo por dia. As 13 maiores cidades do País, todas elas com mais de 1 milhão de habitantes, produziam 31,9% do lixo urbano brasileiro.

No entanto, Basto acredita que a concretização desse projeto é apenas um cenário para longo prazo.

Para tentar reverter esse quadro, a Coppe tentará atrair a atenção do governo federal para a utilização do lixo como fonte energética. Basto informa que até o início do próximo ano um estudo com esse objetivo será apresentado ao Ministério das Minas e Energia