Título: Rússia terá armas nucleares sem equivalentes no mundo
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Fonte: Gazeta Mercantil, 18/11/2004, Internacional, p. A8
A Rússia terá, em breve, novos sistemas de armas nucleares que não existem, nem existirão, nos próximos anos nas outras potências nucleares, disse o presidente russo Vladimir Putin, citado pela agência de notícias Interfax, que concentra sua cobertura em mercados emergentes da Europa e Ásia. "Não fazemos mais do que prosseguir com as pesquisas e testes de sistemas de mísseis nucleares mais modernos. Estou convencido de que nos próximos anos, farão parte de nosso arsenal", afirmou.
O terrorismo internacional é, no momento, uma das principais ameaças, disse Putin. "No entanto, entendemos que basta diminuir nossa atenção com estes componentes de nossa defesa, que forma nosso escudo de mísseis nucleares, para que nos encontremos confrontados com outras ameaças." "Por isso, continuaremos nos ocupando, com mentalidade de prosseguimento e perseverança, da construção de nossas forças armadas em geral, incluindo seu componente nuclear", afirmou.
De acordo com a Interfax, as declarações ocorreram durante uma reunião com altos comandantes das forças armadas do país. O programa, segundo a agência, está relacionado com novos mísseis Topol-M, cujos últimos testes estão previstos para final de dezembro e a produção está incluída nas previsões de pedido do Estado para 2005. Estas armas, de 10 mil quilômetros de alcance, que não têm equivalente no mundo, poderiam ser entregues ao Exército local em 2006.
De acordo com especialistas, citados pela agência de notícias do governo russo, a Itar Tass, a velocidade e maneabilidade dos mísseis lhes permitiriam atravessar um escudo antimíssil e poderiam entrar em operação até 2040.
O ministro russo da Defesa, Serguei Ivanov, disse que em 2005 as forças armadas receberão quatro mísseis estratégicos, nove aparatos espaciais, cinco foguetes e lançadores.