Título: O consumo de remédios é o maior em...
Autor: Iolanda Nascimento
Fonte: Gazeta Mercantil, 24/11/2004, Primeira Página, p. A1
Para 2005, a Lafis projeta crescimento real de 7% e nominal de 14% na receita do setor farmacêutico e estima 6,5% de reajuste médio nos preços. O faturamento poderá alcançar US$ 7,5 bilhões, ainda inferior aos US$ 8,6 bilhões de 1998. Conforme a analista da Lafis, Célia Murad, as vendas podem crescer em torno de 7% e atingir 1,75 bilhão de unidades. O aquecimento será resultado das projeções de continuidade do crescimento da economia local e mundial e também de medidas do governo federal para incentivar o setor, como o Programa de Apoio ao Desenvolvimento da Cadeia Produtiva farmacêutica (Profarma).
Exportações também em alta
A queda no consumo interno nos últimos anos e o intenso movimento de globalização estão impulsionado as vendas externas de medicamentos a partir do Brasil. A indústria deverá finalizar 2004 com receita de exportações de cerca de US$ 321,9 milhões, 15% superior a de 2003. "Com uma capacidade ociosa de cerca de 37%, as empresas têm se empenhado cada vez mais em desenvolver o mercado externo."
As importações também crescem neste ano e devem atingir a cifra de US$ 1,78 bilhão, valor 18% maior do que o de 2003, o que deve ocasionar uma balança comercial deficitária em aproximadamente US$ 1,5 bilhão. "Causada pelas importações de fármacos, principalmente. Isso mostra que é preciso investir na produção de ativos e matérias-primas. O Profarma vai ser fundamental para isso, mas os resultados dele só aparecerão a longo prazo."
Depois de alguns anos de estagnação, o mercado mundial deverá reagir em 2004, alavancado pela reorganização do setor. "Os laboratórios estão se consolidando, entrando no segmento de genéricos, buscando novos mercados, desenvolvendo versões novas para drogas já conhecidas e fazendo parcerias entre eles para driblar as crises."