Título: Itaú abre 120 lojas da Taií em 2005 e chega a 150 unidades
Autor: Adriana Cotias
Fonte: Gazeta Mercantil, 01/12/2004, Finanças & Mercados, p. B-1
O Banco Itaú Holding Financeira tem um plano agressivo de expansão para a área de financiamento ao consumo em 2005. Após testar o segmento de crédito massificado com apenas três lojas da Taií, que começaram a operar em junho, a financeira deve fechar o próximo ano com 150 unidades, ante as 30 filiais abertas até o fim de 2004. "Ao invés de adquirir uma empresa já existente, optamos por começar do zero e este piloto proporcionou resultados consistentes, melhor do que prevíamos, o que encorajou a ampliação da experiência", disse o presidente do Itaú, Roberto Setubal, durante almoço com jornalistas.
No primeiro trimestre de 2005, o banco também coloca na praça a financeira Itaú-CBD, constituída em sociedade com o Grupo Pão de Açúcar. A associação, selada em agosto, custou ao segundo maior banco privado brasileiro R$ 380 milhões em ágio pelo direito de utilizar o canal de distribuição da varejista.
Para Setubal, o mercado de financiamento ao consumo está ainda subservido e a tendência de consolidação do setor prevalece. "Com o que há hoje, o sistema financeiro cobre de 20% a 30% do mercado", disse. "Mas com a entrada dos grandes conglomerados, em cinco anos essa proporção pode chegar a 80%."
A leitura do executivo é de que com o crescimento da economia, amparado pela recuperação da renda e do emprego, o acesso a meios de financiamento formais seja ampliado às classes "C" e "D", público-alvo da Taií nas operações de empréstimo pessoal. A união de bancos e varejo também é uma tônica. "As empresas comerciais financiavam clientes no seus balanços, o que exigia um enorme volume de recursos, mas, agora, a direção que se apresenta é a liberação de recursos em áreas não essenciais para investir na expansão do negócio principal."
Para 2005, o Itaú espera repetir o ritmo de expansão da carteira de consumo. Até setembro, na comparação com os nove primeiros meses de 2003, os saldos aplicados no financiamento de veículos cresceram 31%, a R$ 5,39 bilhões, enquanto as operações de empréstimo pessoal tiveram incremento de 28%, a R$ 6,58 bilhões. A área de cartões assinalou expansão de 27%, com R$ 3,46 bilhões emprestados. Já no segmento de grandes empresas, os saldos aumentaram só 4%, a R$ 23,5 bilhões.