Título: Opep pode manter as atuais cotas de pro
Autor: AFP e Bloomberg News
Fonte: Gazeta Mercantil, 03/12/2004, Nacional, p. A-5
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) deve manter sem alterações suas cotas de produção na próxima reunião do dia 10 de dezembro no Cairo, deram a entender, ontem, dois de seus dirigentes. "Há pouca possibilidade de que se baixe a produção. Tudo o que podemos fazer é manter a cota atual", declarou o dirigente da Opep e secretário-geral da entidade, Maizar Rahman, em Manila. Uma queda na produção seria psicologicamente negativa para o mercado", acrescentou. "A Opep não quer dar más notícias ao mercado", explicou.
Em Jacarta, o presidente da Opep, Purnomo Yusgiantoro, afirmou por sua parte: "No curso do primeiro trimestre (2005) os preços vão seguir altos, porque nossa produção excedente foi reduzida entre 1 milhão e 1,5 milhão de barris dia (mbd)". A atual cota de produção da Opep foi fixada em 27 mbd (exceto pelo Iraque). A Organização espera uma queda na demanda mundial de petróleo a partir do segundo trimestre de 2005, ainda segundo Rahman. "A produção real da Opep (exceto Iraque) deveria chegar a 28 mbd no primeiro trimestre de 2005, antes de baixar para 27 mbd no segundo", frisou.
Perguntado sobre uma próxima queda nas cotações do petróleo, Rahman se limitou a dizer: "Não, os preços seguirão altos". No entanto, reafirmou que entre US$ 10 e US$ 15 do preço total do barril se deve a fatores não essenciais como a especulação.
Nova queda
Os preços do petróleo caíram mais de US$ 2 ontem pela segunda sessão consecutiva. Depois de recuar US$ 3,64 na quarta-feira --a maior queda desde setembro de 2001 -- o contrato em Nova York para entrega em janeiro recuou US$ 2,24 a US$ 43,25 o barril. Na mínina do dia, o contrato foi cotado a US$ 42,50 -- o menor patamar em 12 semanas.
Em Londres, o petróleo tipo Brent fechou em queda de US$ 2,11 a US$ 40,20, depois de ter rompido a barreira psicológica de US$ 40 pela primeira vez desde o início de setembro. Na mínima do dia, o chegou a US$ 39,50.
Os administradores de fundos de hedge e outros grandes especuladores ajudaram a puxar os preços do petróleo para baixo por meio da venda de contratos quando as cotações que eles consideravam como limite mínimo foram ultrapassadas.
O aumento da produção de alguns países-membros da Opep e as temperaturas amenas observadas em parte do território norte-americano podem fazer os estoques de combustível aumentarem .