Título: Cotações voltam a fechar em queda
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Fonte: Gazeta Mercantil, 01/09/2004, Energia, p. A-6

O preço do petróleo sofreu nova queda ontem no mercado internacional, aparentemente alheio às supostas sabotagens cometidas contra oleodutos iraquianos, que causaram a suspensão das exportações no sul do país. O preço dos contratos, para entrega em outubro do petróleo tipo WTI, negociado na Bolsa de Mercadorias de Nova York, fechou cotado a US$ 42,12 por barril, caindo 13 centavos em relação ao valor de segunda-feira. Na Bolsa Internacional do Petróleo, em Londres, o barril para entrega no mês de outubro foi cotado no fechamento a US$ 39,65, uma queda de 2,44%.

Os contratos de gasolina negociados em Nova York, para entrega em setembro, fecharam a US$ 1,1385 por galão (3,78 litros), com queda de 0,4 centavos em relação à sessão anterior. Os contratos de gasóleo de calefação caíram 0,6 centavos, e ficaram em US$ 1,12 por barril.

Os analistas consideram que a queda do petróleo é causada por vários fatores. Entre eles, o fim do verão no hemisfério norte e, especialmente, o relaxamento das preocupações sobre a situação dos países produtores, como Rússia e Iraque. Isso explicaria o fato de não ter causado efeito no mercado ontem o anúncio de que o Iraque estava suspendendo as exportações de petróleo no sul do país, que canaliza 90% da produção.

O principal oleoduto do sul ficou fechado durante parte de agosto para protegê-lo de possíveis ataques da milícia xiita. Quando foi reaberto, na semana passada, as exportações de petróleo alcançaram 1,8 milhão de barris diários, mas durante um breve período de tempo, devido aos novos atos de sabotagem.

Em todo caso, nestes dias o mercado nova-iorquino de petróleo está vivendo um certo relaxamento. Isso permitiu situar o preço em torno dos US$ 42. Apenas alguns dias atrás, o barril estava acima dos US$ 48.

Um fator importante na queda das cotações é o encerramento, em breve, do verão, que é exatamente quando se registra uma maior demanda de combustível nos EUA. A comemoração do Dia do Trabalho no país, na próxima segunda-feira, marca tradicionalmente o fim do verão americano. Com isso, diminui a demanda de gasolina e os preços do óleo tendem a cair.