Título: Tony Blair pede que nações atuem contra a mudança climática
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Fonte: Gazeta Mercantil, 15/09/2004, Meio Ambiente, p. A-8
O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, pediu ontem à comunidade internacional que "atue agora contra o alarmante fenômeno da mudança climática", apesar da reticência mostrada pelos Estados Unidos em ratificar o Protocolo de Quioto. Em discurso feito em Londres, Blair disse que o aquecimento da Terra é um "problema com uma causa e um alcance global", cuja solução requer a cooperação de todos os países.
"Nenhuma nação pode resolvê-lo sozinha. Ele tem limites não definidos", disse o primeiro-ministro, ao ressaltar a necessidade de haver um tipo de ação estipulada e seguida internacionalmente.
Segundo o chefe do governo britânico, "não há dúvidas de que agora é o momento de atuar para poder evitar o desastre, já que se trata de um assunto urgente que pode ser catastrófico em termos econômicos e humanos".
Blair mencionou vários perigos que se derivam da mudança climática, como o aquecimento global e a possibilidade do nível dos mares subir cerca de 88 centímetros antes do final do século, o que ameaçaria a vida de 100 milhões de pessoas em todo o planeta.
Para solucionar o problema, o primeiro-ministro propôs algumas idéias, como a de o G-8 - sete países mais industrializados e Rússia, cuja presidência recairá sobre o Reino Unido no próximo ano - estabelecer medidas científicas e tecnológicas para fazer frente à ameaça. Na opinião de Blair, as nações mais ricas do mundo devem assumir a responsabilidade de liderar as iniciativas contra o aquecimento terrestre.
No entanto, os desejos de Blair se chocam com a posição dos Estados Unidos, país que se negou a reduzir os índices de poluição e a assinar o Protocolo de Quioto para reduzir a emissão dos gases contaminantes que geram o efeito estufa.