Título: Caderneta ainda é a aplicação preferida pela terceira idade
Autor: Góes, Ana Cristina
Fonte: Gazeta Mercantil, 20/05/2008, Gaetainveste, p. B2
São Paulo, 20 de Maio de 2008 - A caderneta de poupança é o investimento preferido da terceira idade e a confiança na instituição financeira é mais importante do que a rentabilidade do investimento, revelou uma pesquisa realizada pela empresa de pesquisa de mercado QuorumBrasil com 200 entrevistados com idade entre 65 e 75 anos na cidade de São Paulo. O estudo revelou que, na hora de investir, os idosos buscam aplicações conservadoras. A maior parte dos entrevistados (34%) afirma investir na poupança, 6% investe em fundos e outras aplicações, outros 6% investe em imóveis e somente 2% compra ações. A maioria dos entrevistados, 41% dos homens e 46% das mulheres, consideram a caderneta de poupança o investimento mais seguro de todos. Em seguida estão os imóveis, considerados seguros por 36% dos homens e 31% das mulheres, e os fundos, citados por 8% dos homens e 12% das mulheres. "Na pesquisa fica claro que a maioria das pessoas na terceira idade quer investimentos com liquidez. Eles querem poder sacar o dinheiro quando necessário", explica o sócio da QuorumBrasil, Claudio Silveira. Quando interrogados sobre qual investimento evitaria de qualquer modo, as ações ganharam em disparado, sendo citadas por 68% dos homens e 70% das mulheres. Em segundo lugar ficou a poupança, lembrada por 16% dos homens e 15% das mulheres. Também foram mencionados os fundos por 13% dos homens e 10% das mulheres e os imóveis, 3% dos homens e 5% das mulheres. A maioria dos entrevistados - 29,3% dos homens e 26,1% das mulheres - considera que a confiança na entidade, banco ou local de investimento é o mais importante na hora de investir. Em segundo lugar está o tempo de resgate, lembrado por 22,1% dos homens e 22,6% das mulheres. Em terceiro lugar de importância ficaram os impostos e taxas que incidem sobre o investimento, mencionados por 17,3% dos homens e 17,4% das mulheres. A rentabilidade proporcionada pelo investimento ficou em quarto lugar, lembrada por 16,6% dos homens e 10,3% das mulheres, seguida do risco do investimento, citado por 14,5% dos homens e 24,6% das mulheres. Quando questionados sobre qual investimento não faz mas gostaria de fazer, os imóveis apareceram com 27%, seguido da poupança, com 12%, fundos, também 12% e ações com 6%. A maioria, 43%, respondeu que não faria nenhum investimento. "Imóveis e poupança são considerados o porto seguro para a terceira idade", diz Silveira. A pesquisa mostrou que a fonte de informação sobre investimento da maioria dos entrevistados é o gerente do banco - 58% dos homens e 51% das mulheres afirmam consultá-lo. Em segundo lugar aparece a família, sendo que 14% dos homens e 28% das mulheres dizem conversar com os filhos sobre investimentos. O gerente do banco aparece como fonte mais confiável de informação para 55% dos entrevistados. Em seguida aparecem os filhos, com 24% das respostas. A internet foi citada pela fonte menos confiável por 72% dos pesquisados. "O gerente de banco é considerado quase alguém da família por este público. Também fica claro a falta de afinidade que eles têm com a internet", destaca o sócio da QuorumBrasil. A maioria dos idosos diz não se sentir seguro na hora de investir. Numa escala de 1 a 10 pontos em que a partir de 8 significa se sentir totalmente preparado, a média ficou em 7,58 pontos. O estudo também revelou hábitos de consumo da terceira idade. A maior parte das despesas dos idosos, 19%, vai para a alimentação. Em segundo lugar ficaram água, luz, telefone e gás, com 16%, e plano de saúde, também com 16%. Em seguida ficou remédios, com 14%, cartão de crédito e financiamento, com 11%, moradia, 8% e transporte, 5%. Entre os pesquisados com renda acima de R$ 4 mil mensais, plano de saúde e cartão de crédito foram considerados os vilões do orçamento. Já nas faixas entre R$ 500,00 e R$ 999,00 mensais e entre R$ 1.000,00 e R$ 1.999,00 mensais, a alimentação e os cartões de crédito foram considerados os vilões do orçamento. (Gazeta Mercantil/Finanças & Mercados - Pág. 3)()
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