Título: Barril sobe em Nova York, para US$ 125,49
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Fonte: Gazeta Mercantil, 25/07/2008, Infra-estrutura, p. C6

Os preços do petróleo fecharam o pregão de ontem da bolsa de Nova York em alta devido à recuperação técnica após fortes quedas, afirmaram operadores. "Parece que temos uma recuperação técnica nas coberturas de posições vendidas, após o petróleo cair 16% de seu recorde, e o óleo para aquecimento,15%", afirmou Andy Lebow, operador da MF Global. "Mas é preciso ver se esta alta vai se manter", acrescentou. Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o barril da West Texas Intermediate (WTI) para entrega em setembro terminou a sessão em US$ 125,49, em alta de US$ 1,05 em relação ao fechamento de quarta-feira. Na bolsa de Londres, o Brent do mar do Norte para entrega em setembro subiu US$ 1,15, para US$ 126,44. "Os preços se estabilizam embora os investidores admitam que a deterioração da conjuntura econômica afetará a demanda", destacou Mike Fitzpatrick, da MF Global. Depois de cair cerca de US$ 4 na quarta-feira, os preços do barril de petróleo se recuperaram ontem como conseqüência de compras motivadas pela debilidade relativa dos preços, segundo os analistas. Estas operações foram provocadas por notícias de caráter "simbólico" para a oferta, como as ameaças do principal grupo armado da região do delta do Niger (o Mend) na Nigéria e as represálias da Líbia contra a Suíça, destacou Ellis Eckland, analista independente com sede em Chicago, nos Estados Unidos.. O Mend havia anunciado na quarta-feira sua intenção de atacar oleodutos nos próximos 30 dias, enquanto que Trípoli divulgou ontem a suspensão dos envios de petróleo à Suíça, em resposta à breve detenção de um filho do presidente Muammar Kadhafi em Genebra. Estas informações, ainda que negativas para o abastecimento, não têm a capacidade de reverter o movimento geral de retração dos preços, disse Phil Flynn da Alaron Trading. Os preços perderam cerca de US$ 22 em relação ao seu recorde absoluto - US$ 147,27 - registrado no dia 11 de julho em Nova York. "Os preços caíram para US$ 120 o barril", prognosticou Fitzpatrick.