Título: Expansão da atividade foi forte em dez regiões
Autor:
Fonte: Gazeta Mercantil, 07/08/2008, Nacional, p. A4

A atividade industrial cresceu 6,3% no primeiro semestre em todas as regiões investigadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Em sete das 14 áreas, a expansão verificada ficou acima da média nacional. Na passagem de maio para junho, houve aumento em dez dos 14 locais. Segundo Pesquisa Industrial Mensal os destaques foram Espírito Santo (16,1%), impulsionado pelo desempenho do setor extrativo (20,5%), Paraná (11,3%), com expansão em 11 ramos, sobretudo veículos automotores (33,9%) e Goiás (11,1%), em especial os setores de alimentos e bebidas (13,8%) e de indústria extrativa (14,1%). Em seguida vieram São Paulo (9,8%), Pernambuco (7,9%), Amazonas (7,5%) e Minas Gerais (6,6%). O documento destaca que na maioria desses locais confirma-se o padrão de alta observado para o total da indústria brasileira ao longo de 2008, uma vez que suas estruturas industriais têm forte presença de setores produtores de bens de capital e de consumo duráveis, além da elevada produção de commodities exportadoras. Apresentaram expansão, mas com menor intensidade,: Pará (6,1%), Nordeste e Bahia (ambos com 4,6%), Rio Grande do Sul (4,4%), Ceará (2,6%), Rio de Janeiro (2,3%) e Santa Catarina (1,3%). O levantamento revela que as maiores altas foram registradas no Rio Grande do Sul (6,5%) e no Ceará (5,7%). As duas áreas tiveram avanço depois de duas quedas consecutivas, acumulando 5,8% e 10,3%, respectivamente. Goiás (4,0%) e São Paulo (2,8%) foram os outros locais que avançaram acima da média nacional (2,7%). Entre as quatro áreas que registraram queda na produção, as maiores perdas ficaram com Bahia e Espírito Santo, ambos com recuo de 2,9%. Embora abaixo do crescimento da indústria no primeiro semestre, a agroindústria expandiu 4,2%, abaixo dos 4,8% do mesmo período de 2007. Segundo o IBGE, o bom desempenho do setor deve-se ao crescimento da safra agrícola, ao aumento do consumo no mercado interno ¿ em razão da melhora da renda do trabalhador ¿ e a um cenário externo favorável à agricultura, com crescimento do volume exportado e dos preços. O levantamento indica que a expansão de 3,2% nos setores associados à agricultura ¿ com maior peso na agroindústria - superou a dos vinculados à pe-cuária, cujo aumento foi de 1,6%. O grupo inseticidas, herbicidas e outros defensivos para uso agropecuário apresentou forte acréscimo (46,6%), por conta, principalmente, do aumento da produção de soja, cana-de-açúcar e milho. Segundo o IBGE, os fatores ligados ao bom desempenho da economia, crescimento da safra agrícola e aumento do consumo interno também contribuíram para a expansão da renda do setor e para o investimento em máquinas e equipamentos agrícolas (que cresceu 43,5%); adubos e fertilizantes (10,3%); e rações (7,5%). O baixo crescimento da pecuária está ligado "ao embargo às exportações brasileiras de carne bovina pela União Européia, que impactou negativamente a produção de derivados de carne bovina e suína, levando o setor a fechar o semestre negativo em -3,7%.