Título: Protesto pode romper exportação ao Brasil
Autor:
Fonte: Gazeta Mercantil, 04/09/2008, Infra-estrutura, p. C4

La Paz, 4 de Setembro de 2008 - Prefeitos e líderes cívicos de cinco regiões opositoras na Bolívia concordaram ontem em aprofundar seus protestos contra o presidente Evo Morales e advertiram que tal ação poderá levar a suspensão das exportações de gás natural para Argentina e Brasil. As autoridades de Santa Cruz, Beni, Pando, Tarija e Chuquisaca, reunidas desde a terça-feira na cidade de Santa Cruz (leste), emitiram ontem um comunicado reivindicando: o regresso de recursos que o governo lhes tirou, o respeito a seus estatutos autônomos, e o rechaço à nova Constituição da situação. O protesto, que suspendeu todo o tráfego terrestre para os dois países, pede que o Executivo devolva aos nove departamentos da Bolívia US$ 166 milhões de um imposto petrolífero, ao mesmo tempo em que repudia a nova Constituição apoiada pela situação. Os protestos também exigem que Brasil e Argentina, que consomem um total entre 32 e 34 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia, paguem pelo menos o dobro do preço atual, que oscila entre US$ 7 e US$ 9 por milhão de BTU (Unidade Térmica Britânica). Os opositores advertiram que, "se persistirem as medidas do governo, não iremos nos responsabilizar por qualquer ação que impeça o fornecimento de carburantes para fora do país", referindo-se às exportações de gás natural para a Argentina e o Brasil. Os prefeitos e líderes cívicos determinaram também "impedir a ação de impor um texto de reforma constitucional que carece de legalidade e legitimidade", após a decisão do governo de insistir na realização do referendo no próximo dia 7 de dezembro para dar luz verde à norma.(Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 4)(AFP)

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