Título: Opep revisa projeção de demanda para 2008
Autor:
Fonte: Gazeta Mercantil, 18/08/2008, Infra-estrutura, p. C11

Viena, 18 de Agosto de 2008 - A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) estimou, na sexta-feira, que o crescimento da demanda mundial de petróleo será de só 1,17% em 2008, em vez de 1,20%, como antecipado anteriormente, em função da debilidade da economia mundial. "A situação econômica mais frágil conduziu para uma maior desaceleração no crescimento da demanda de óleo bruto", informou a Opep. A Organização também confirmou o prognóstico anterior de crescimento da demanda mundial de óleo bruto de 1,03% em 2009. "Devido a uma maior desaceleração no transporte e no consumo de combustível de uso industrial, não só na América Latina mas também nos países da Europa e do Pacífico que integram a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (Ocde), o crescimento da demanda de óleo bruto declinará em 2009 e será o menor desde 2002", informou o cartel em seu relatório mensal. A Opep prevê que a demanda por óleo bruto seja de 86.9 milhões de barris por dia (b/d) em 2008, e de 87.8 milhões de b/d em 2009. O cartel destacou a recente queda dos preços do petróleo e concluiu que "a sucessiva debilidade dos fundamentos do mercado petrolífero, verificada desde o início do ano, finalmente começou a se refletir nos preços". Os preços mais baixos do óleo bruto também se explicam pelo abrandamento das tensões em algumas regiões produtoras de petróleo e pelo fortalecimento do dólar, que tornou os investidores menos inclinados a investir em matérias-primas para se protegerem da inflação, informou a Opep. O cartel ressaltou que seus membros aumentaram a produção apesar da queda da demanda "para ajudar a acalmar os mercados. A Opep está produzindo agora bem acima da demanda por óleo bruto", a qual pode conduzir a um aumento dos estoques do ouro negro, acrescentou. Mas os acontecimentos geopolíticos, os furacões no Golfo do México e uma temporada fria de inverno podem supor novos riscos para a demanda mundial de óleo, advertiu o cartel, que fornece 40% do óleo bruto mundial. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág. 11)(AFP)