Título: Primeiro leilão de reserva negocia 513 megawatts médios
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Fonte: Gazeta Mercantil, 15/08/2008, Infra-Estrutura, p. C5

São Paulo, 15 de Agosto de 2008 - O secretário-executivo de Planejamento e Desenvolvimento Energético do Ministério de Minas e Energia, Márcio Zimmerman, manifestou satisfação com o resultado do 1º Leilão de Energia de Reserva promovido pela Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado ontem. Para Zimmerman, o sucesso do leilão indica que as medidas determinadas pelo governo para que a biomassa passe a ser uma matriz energética no País estão plantadas e começam a dar resultado. Foram negociados 513 megawatts médios, para 28 usinas, sendo que 27 produzirão energia a partir do bagaço da cana-de-açúcar e uma do capim elefante. O maior preço por lote de um megawatt médio ficou em R$ 60,04 MWh e o menor em R$ 52,69 MWh. O preço médio por MWh para 2009 foi de R$ 60,86 e, para 2010, de R$ 58,71. Em todo o leilão, esse valor ficou em R$ 58,84. As centrais geradoras ficam nos estados de Minas Gerais, de São Paulo, do Piauí, de Goiás, de Mato Grosso do Sul, de Mato Grosso e de Alagoas, e terão potência instalada de 2.921,40 megawatts. A energia reserva é contratada para suprir uma eventual falta de energia por parte das usinas hidrelétricas e termoelétricas. O presidente da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, Antônio Carlos Fraga Machado, ressaltou que os dois produtos negociados durante o leilão - suprimentos de energia com início de fornecimento previsto para 2009 e 2010 - totalizaram R$ 10,723 bilhões. Só para o suprimento de 2009, o volume negociado foi de R$ 694 milhões. Para o de 2010, foram R$ 10,028 bilhões. Ainda de acordo com Machado, a potência no sistema em 2009 será de 229,3 MW e, em 2010, de 2.149,90 MW, totalizando 2.379,40 MW. "O leilão transcorreu sem problemas técnicos, não houve nenhuma liminar e foi realizado dentro do tempo aprazado", acrescentou. Segundo Zimmerman, há anos, o setor elétrico tem interesse em usar a biomassa como fonte renovável de geração de energia. "Depois de todo o trabalho do ministério, da Casa Civil, da Agência Nacional de Energia Elétrica e da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica, desde o ano passado, chegamos a um bom termo hoje", disse. O sucesso do leilão e o interesse dos competidores indicam que as medidas adotadas para que a biomassa passe a ser uma matriz energética no País estão plantados e começam a dar resultado, afirmou Zimmerman. "Tivemos oferta de lotes a um valor final de R$ 52,79 e, no início, R$ 60. Isso mostra a expectativa positiva e a confiança dos empreendedores em função dessa nova sistemática que está se implantando com os leilões de reserva", afirmou. Além da necessidade O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Maurício Tolmasquim, considerou o leilão de ontem extremamente importante, porque o País está contratando energia para além da necessidade dos distribuidores e consumidores livres. "Considerando que os consumidores têm energia para atender 100% de suas necessidades, essa energia da biomassa é energia além daquela necessária para atender a demanda deles. É energia a mais no sistema. A importância é que se aumenta a segurança e a robustez do sistema", afirmou o presidente da EPE. (Gazeta Mercantil/Caderno C - Pág