Título: No País, 4,4% da população teve aumento de renda
Autor:
Fonte: Gazeta Mercantil, 22/09/2008, Nacional, p. A6

22 de Setembro de 2008 - A redução da desigualdade social no Brasil vem propiciando o surgimento de uma nova classe média, segundo avaliação do economista da Fundação Getulio Vargas (FGV) Marcelo Neri. Pesquisa Miséria e a Nova Classe Média na Década da Igualdade, divulgado sexta-feira, aponta que, em 2007, a classe média cresceu 4,4% em grande parte por causa do aumento significativo no número de empregos formais. Neri, coordenador da pesquisa, explicou que essa nova classe média veio da classe E, mas não parou na D. Ela tem renda familiar entre R$ 1.064 e R$ 4.591 e, em sua maioria, tem carteira de trabalho assinada. Outro aspecto da nova classe média é a presença significativa de afro-brasileiros e das mulheres que estão ascendendo para a classe C por meio do trabalho. Em 1992, 32,52% da população se enquadrava na classe média e esse contingente chegou a 47,06% em 2007. Nos quatro anos finais do período, o crescimento passou de 37,06% para 47,06%. A pobreza, ainda segundo a pesquisa, caiu 6% em 2007 - de 19% da população em 2006 para 18,11% em 2007 - e 1,5 milhão de pessoas saíram da linha de pobreza. De acordo com a FGV, existem hoje no Brasil cerca de 33,6 milhões miseráveis, o equivalente a 18% da população. Os dados também mostram que no ano passado os 10% mais pobres da população - com renda per capita inferior a R$ 135 por mês - perderam 5,5% da renda mensal, cerca de R$ 2. (Gazeta Mercantil/Caderno A - Pág. 6)(Agência Brasil Rio de Janeiro)