Título: Deu no...
Autor: Silveira, Igor ; Sassine, Vinícius
Fonte: Correio Braziliense, 09/06/2011, Política, p. 2
FINANCIAL TIMES Ameaça ao ajuste fiscal Para o jornal britânico, a renúncia do titular de um dos cargos mais importantes da República é um "sério golpe" no início da administração da presidente Dilma Rousseff. "A saída do político mais importante ameaça enfraquecer a influência de Dilma sobre sua coalizão num momento em que seu governo de cinco meses está tentando apertar o gasto público para ajudar a abrandar a alta da inflação."
THE WALL STREET JOURNAL Um grande revés político O influente periódico norte-americano avalia a saída forçada de Palocci como "um grande revés" para o governo brasileiro, pois Palocci teria o toque político que a "doutrinária Dilma nunca demonstrou". "Palocci era visto como uma voz importante para as políticas econômicas mais ortodoxas, num gabinete de inclinação de esquerda com tendências a experimentar prescrições políticas mais radicais em relação aos gastos."
THE NEW YORK TIMES Dilma Rousseff enfraquecida O mais conhecido jornal dos Estados Unidos entrevista analistas políticos e parlamentares da oposição para avaliar que a situação na Casa Civil enfraqueceu a influência de Dilma Rousseff sobre o Congresso Nacional e sua imagem como líder.
EL PAIS A primeira grande crise Na Espanha, o El País traz o seguinte título: "Homem forte de Dilma se demite por um escândalo de corrupção". Segundo analistas políticos consultados pelo periódico, a saída de Palocci se tornou inevitável e a demora na decisão abriu "a primeira crise política importante" da sucessora de Lula desde que chegou ao poder, em janeiro.
CLARÍN.COM Conteúdo de "alta voltagem" Para o jornal de maior circulação da Argentina, o pedido de demissão de Palocci "tem um conteúdo de alta voltagem política". O jornal opinou que, "a priori, nada há que questionar sobre a multiplicação de sua fortuna que não mereça também o julgamento dos mesmos políticos, todos eles parlamentares opositores, que o condenam". O jornal afirmou também que o agora ex-ministro chefe da Casa Civil era um bom candidato governista para as eleições presidenciais de 2014 ou 2018.