Brasília

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Ricardo Lewandowski, afirmou que, mesmo com a maioria de integrantes do STF indicados pelo PT, a Corte mantém a sua independência. Na segunda-feira, o ministro Gilmar Mendes disse ao jornal "Folha de S.Paulo" que o excesso de nomeações de um só partido para o tribunal era um tipo de bolivarianismo. Hoje, dos dez integrantes do STF, sete foram nomeados pelo ex-presidente Lula ou pela presidente Dilma Rousseff:

- É uma regra da Constituição. Se o povo brasileiro escolheu determinado partido para que ficasse no poder durante esse tempo, e a Constituição faculta ao presidente indicar os membros do STF, enfim, é uma possibilidade de que a Constituição abre ao presidente. Então, é isso, cumprimento da Constituição. Se é bom, se é ruim, isso foi uma escolha das urnas. A História do STF tem mostrado total independência dos ministros. O STF se orgulha muito dessa independência enorme que os ministros têm com relação aos presidentes que os indicaram.

Lewandowski também saiu em defesa da legitimidade da escolha da presidente Dilma Rousseff nas eleições. Ao comentar o pedido de auditoria no processo eleitoral feito pelo PSDB, ele ponderou que foram também escolhidos governadores de oposição. E que os resultados não foram questionados.

- Nesse mesmo segundo turno, foram eleitos vários governadores também, e muitos governadores da oposição. Vai impugnar como? Todas as urnas? Algumas urnas? É a mesma urna (que elegeu Dilma). É curioso isso - argumentou, acrescentando que, quando foi presidente do TSE, fez teste de segurança, e as urnas se mostraram invulneráveis.