BRASÍLIA - O ministro de Minas e Energia, Eduardo Braga, afirmou nesta quinta-feira que o Brasil enfrentará “problemas graves” no fornecimento de energia, inclusive um possível racionamento, se os reservatórios das principais hidrelétricas do país ultrapassarem o limite mínimo prudencial de 10% de armazenamento de água. Ele observou, no entanto, que o Brasil está longe desse cenário. O nível hoje está em 17%
— Mantido o nível que nós temos hoje dos reservatórios, nós temos energia para abastecer o Brasil. É óbvio que, se tivermos mais falta de água, se passarmos do limite prudencial de 10% nos nossos reservatórios, aí estamos diante de um cenário que nunca foi previsto em nenhuma modelagem. O limite de 10% é o limite estabelecido pelo Cepel (Centro de Pesquisas de Energia Elétrica) para o funcionamento das nossas usinas. A partir daí, teríamos problemas graves, mas estamos longe disso — disse.
— Nenhum reservatório de hidrelétrica pode funcionar com menos de 10% de água. Ele tem problemas técnicos que impedem que as turbinas funcionemmas estamos longe disso — disse.
O ministro reiterou que o Brasil tem energia, mas que pode passar por algumas intercorrências.
— Hoje mesmo tivemos uma em São Paulo. Árvores caíram, provocaram (um problema). Em São Paulo, aconteceu um problema pontual. Aqui em Brasília, aconteceu outro problema. Um determinado isolante teve descarga elétrica. Tivemos de proteger a rede por conta de um curto-circuito — disse.
CONSUMO
O ministro voltou a afirmar que, devido ao novo regime tarifário, acredita que o brasileiro saberá definir o consumo de energia que quer. Em 1º de janeiro, as contas de energia elétrica passaram a ser acrescidas de um custo extra de R$ 3 a cada 100 quilowatts-hora (kWh) consumidos devido à situação dos reservatórios. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) fixou a bandeira tarifária de cor vermelha para os consumidores de todo o país, com exceção dos estados do Amazonas, Amapá e Roraima – que ainda não integram o Sistema Interligado Nacional (SIN).
— O consumidor brasileiro está diante de um novo regime tarifário, no qual está recebendo a informação de que matriz energética está usando. Esperamos que, de forma inteligente, o povo brasileiro, que sempre soube cuidar da sua economia, saiba definir qual é o consumo que ele quer. Ele tem um preço a pagar por esse consumo e ele está sendo informado sobre isso — disse.