O estoque da dívida pública federal (dinheiro que o governo pega emprestado no mercado, por meio de venda de títulos) subiu 2,49% de outubro para novembro, passando de R$ 2,155 trilhões para R$ 2,208 trilhões. De acordo com o Tesouro Nacional, o resultado é decorrente do aumento da dívida interna em 2,4% (de R$ 2 trilhões para R$ 2,1 trilhões) e do crescimento de 4,23% da dívida externa, que saltou de R$ 98,93 bilhões (US$ 39 bilhões ) para R$ 108,95 bilhões (US$ 42,91 bilhões). Nos cálculos do coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, Fernando Garrido, o endividamento pode chegar a R$ 2,32 trilhões em 2014 — R$ 198 bilhões a mais que no fim de 2013.
As instituições financeiras são as maiores credoras do governo federal. A participação delas no estoque da dívida aumentou de 26,34% para 27,26%. Os fundos de investimento, em segundo lugar, reduziram sua participação de 20,98% para 20,63%. O grupo Previdência também registrou variação negativa (de 17,50% para 17,36%).
Garrido destacou a atratividade do Tesouro Direto (programa de acesso ao investimento em títulos federais), com saldo positivo de R$ 146 bilhões (emissões de R$ 364,10 bilhões e resgates de R$ 216,17 bilhões) e anunciou que estão sendo tomadas medidas estruturais para aprimorar o programa, que deverão ser divulgadas em fevereiro do ano que vem.
