Título: Reforço do consumo
Autor: Batista, Vera
Fonte: Correio Braziliense, 20/07/2011, Economia, p. 12

O secretário da Receita Federal, Carlos Alberto Barreto, elevou ontem a previsão para o crescimento da arrecadação de impostos em 2011 para uma alta real (acima da inflação) entre 10% e 10,5%. A estimativa anterior estava situada entre 9% e 10%. A justificativa para a revisão é o avanço do consumo, que em junho aumentou 10,29%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Apesar do ajuste na projeção, Barreto considera que a arrecadação federal está "aderente aos indicadores econômicos". Para ele, haverá uma desaceleração no ritmo de crescimento da arrecadação (atualmente em 12,8% no acumulado do semestre) até o fim do ano.

Para Felipe Salto, economista da Tendências Consultoria, entretanto, o arrefecimento será maior. "Mesmo com esse resultado acima do que esperávamos em junho, não alteramos nossa previsão", comentou. A estimativa de Salto é de que a alta real do recolhimento de impostos chegue a 7,5%, "se não houver nenhuma outra surpresa", ressalvou.

Entre os tributos com maior peso em junho, destacaram-se a Contribuição Social sobre o Lucro (CSSL), com alta de 28,45%, e o Imposto de Renda sobre rendimentos do capital, que subiu 48,12%.