Título: Mercado encara BC
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Fonte: Correio Braziliense, 22/07/2011, Economia, p. 7

Um dia após a alta da taxa básica de juros (Selic) para 12,50% ao ano, o mercado financeiro está pressionando o Banco Central por um novo aumento de 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), em agosto. A curva de juros caiu para contratos de curto prazo, mas subiu para os de vencimentos mais longos. A elevação, apesar de pequena (passou de 12,38% para 12,40%), indica a aposta de que o aperto monetário continuará no mês que vem.

Aos olhos dos analistas, o BC não ofereceu pistas suficientes para a interrupção ou não da escalada de aumento da Selic. Por isso, a maioria mantém a previsão de alta. "As condições domésticas claramente apontam para a necessidade de juros mais altos. O crédito está crescendo a 20%, as expectativas de inflação estão altas para 2012 e a desaceleração da economia ainda não é visível", avaliou Denis Blum, economista-sênior da Bradesco Corretora.

Ilan Goldfajn, economista-chefe do Itaú Unibanco e ex-diretor do BC, também viu motivos para mais uma alta de 0,25 ponto em agosto. "Apesar da desaceleração da atividade, o mercado de trabalho continua aquecido e o consumo interno ainda cresce a taxas elevadas", observou.