Título: Ênfase no Trem-bala
Autor: Azedo, Luiz Carlos; Lyra, Paulo de Tarso
Fonte: Correio Braziliense, 23/07/2011, Política, p. 4

O fracasso do segundo leilão para construção do trem-bala não é culpa do governo, mas da ausência forçada de empresas interessadas em participar do processo. Essa é a opinião da presidente Dilma Rousseff. Para ela, houve movimento dos empresários para pressionar pela redução dos preços. "Não é possível que o BNDES e a empresa que contratamos para fazer a consultoria ambiental estejam tão errados assim em suas avaliações", declarou.

Ela afirmou que o governo vai realizar duas licitações, uma para encontrar interessados em realizar os projetos tecnológicos e outra para a empresa que será responsável por operar o sistema. Em ambas, o governo exigirá o projeto executivo. "O nosso interesse é que haja o mais alto grau de competitividade possível", ressaltou. Dilma destacou que, além do BNDES, também haverá participação de fundos de pensão no empreendimento.

Considerado um projeto desnecessário pela oposição, Dilma enxerga na construção do trem-bala uma maneira de "descomprimir o crescimento desordenado de São Paulo". Ela lembrou uma visita que fez ao Japão e ficou impressionada porque as ruas de Tóquio são estreitas mas, mesmo assim, os veículos circulam com facilidade. "Perguntei o porquê e os japoneses me responderam que o trem-bala, que liga Tóquio a Osaka, passando por Kyoto, foi fundamental para descomprimir o crescimento da capital japonesa", exemplificou. (LCA e PTL)