Título: Indefinição na defensoria
Autor: Rothenburg, Denise
Fonte: Correio Braziliense, 09/08/2011, Política, p. 6
Indefinição na defensoria
Enquanto a Câmara se movimenta para escolher o novo ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), os defensores públicos federais pressionam para que a presidente Dilma Rousseff nomeie com rapidez o novo defensor público-geral federal. Ontem, eles decidiram, em assembleia, que irão paralisar as atividades caso a nomeação não saia com rapidez. O cargo está vago desde sábado, quando terminou o mandato de José Rômulo Plácido Sales. Em junho, Dilma recebeu a lista tríplice da categoria, mas tem adiado a escolha de quem comandará o órgão nos próximos dois anos. Os indicados são Rômulo, Haman Tabosa e Daniele Osório.
Preocupado com a ameaça de paralisação, o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, chamou o presidente da Associação Nacional dos Defensores Públicos Federais (Anadef), Gabriel Oliveira, e indicou que a nomeação sairá nos próximos dias. "Vamos levar as informações para a categoria na quarta-feira e tomar uma nova deliberação. Por ora, a paralisação fica suspensa", disse Oliveira.
A categoria fala em "descaso" do Planalto na condução de assuntos relacionados à Defensoria Pública da União (DPU). O órgão luta por autonomia administrativa e funcional, já que atualmente está vinculado ao Ministério da Justiça. Além de criticar a demora na nomeação do novo comandante da DPU, a categoria também está insatisfeita com o fato de o cargo de subdefensor público-geral estar vago desde o primeiro semestre de 2010.