O globo, n. 29853, 02/05/2015. Economia, p. 20
Na Turquia e na Itália, atos foram violentos. Nas Filipinas (foto), manifestantes queimaram boneco do presidente -ISTAMBUL, MADRI, PARIS, MILÃO E NOVA
YORK- Protestos, em parte, violentos e, em parte, irreverentes marcaram o Dia do Trabalho em todo o mundo. A polícia turca usou bombas de gás lacrimogêneo e canhões de água para dispersar uma marcha de 1º de Maio que reuniu milhares e desafiou a proibição de percorrer a praça Taksim, em Istambul. A manifestação foi convocada por sindicatos e partidos de oposição.
Foi o primeiro Dia do Trabalho no país desde a aprovação no Parlamento de uma polêmica lei que concede à polícia mais poderes para reprimir os protestos. As ruas do centro foram bloqueadas e as estações de metrô próximas da Praça Taksim, fechadas. Cerca de 20 mil policiais foram mobilizados, com 62 caminhões com jatos de água.
Na Espanha, a pouco mais de duas semanas das eleições municipais, os dois maiores sindicatos de trabalhadores do país convocaram manifestações que reuniram milhares em 80 cidades para protestar contra o alto desemprego e a redução dos salários.
VIOLÊNCIA NAS RUAS DE MILÃO
Em Milão, manifestantes antiglobalização e policiais se enfrentaram num protesto contra a Exposição Universal. Carros e latas de lixo foram incendiadas por manifestantes. A polícia respondeu com gás lacrimogêneo. Ao menos 20 pessoas foram presas, segundo a polícia. A Exposição Universal abriu as portas com a proposta de promover seis meses de debates e eventos a respeito de agricultura e alimentação.
Em Nova York, dezenas de manifestantes ocuparam o Museu Guggenheim para protestar contra supostas práticas trabalhistas abusivas na expansão da instituição em Abu Dhabi. O museu teve que ser fechado ao público durante os protestos.
Em Paris, três manifestantes do grupo feminista Femen fizeram topless e gritaram saudações nazistas durante o desfile anual do partido de extrema direita Frente Nacional em memória de Joana D’Arc. Elas subiram em uma varanda próxima ao local em que a eurodeputada Marine Le Pen, da FH, faria um pronunciamento no centro da cidade.