Título: Brasil crescerá menos
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Fonte: Correio Braziliense, 20/08/2011, Economia, p. 16
Em um claro reflexo do arrefecimento mundial puxado pela crise que assola Estados Unidos e Europa, o Goldman Sachs revisou para baixo as projeções sobre a economia brasileira. Agora, a instituição prevê que o Produto Interno Bruto (PIB, soma de todas as riquezas do país) irá avançar 3,7% em 2011 e 3,8% em 2012. Antes do caos das últimas semanas, as projeções eram de 4,5% e 4% respectivamente. Na avaliação da Instituição, a turbulência global veio maior e mais rápida do que se esperava e o Brasil, como não está isolado do planeta, também será atingido pelas turbulências.
"Acreditamos que os riscos para a atividade econômica, inflação e taxa de juros no Brasil inclinam-se para baixo", disse o Goldman. Além do PIB brasileiro a instituição refez suas contas em relação à taxa básica de juros (Selic), que deverá permanecer em 12,50% ao ano até 2012. Antes disso, porém, a expectativa era de uma ou duas elevações de 0,25 ponto percentual nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom), uma no fim do agosto e outra em meados de outubro. A estimativa de inflação também mudou. Passou de 6,5% para 6,4%, em 2011, e de 6% para 5,1%, em 2012.
Tombini
Nos últimos dias, analistas brasileiros também refizeram suas estimativas e parte deles chegou, inclusive, a apostar em uma queda na Selic já neste ano. O presidente do Banco Central, Alexandre Tombini, já sinalizou que, diante da crise internacional, não há motivos para uma nova elevação nos juros. (VM)