Judiciário: governo quer evitar análise de veto agora

 

O governo vai tentar fazer um pacto político com o presidente do Congresso, Renan Calheiros ( PMDB- AL), para que só seja posto em votação o veto integral de Dilma Rousseff ao aumento dos servidores do Judiciário quando já houver um acordo sobre o reajuste salarial da categoria. O projeto vetado previa reajustes de 53% a 78%. Agora, o governo sinaliza com aumento de 21,3%, escalonado entre 2016 e 2019.

Segundo o líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira ( CE), os ministros da Fazenda, Joaquim Levy, e da Casa Civil, Aloizio Mercadante, comprometeramse a fechar uma negociação com números de aumento para todo o funcionalismo antes da votação do veto.

— O governo vai ajustar, antes da data do vencimento do veto, uma negociação com o Judiciário. ( O aumento) Será de forma parcelada e com números mais reais. Esse é o compromisso de Levy e Mercadante — informou Eunício.

O senador Romero Jucá ( PMDB- RR), que se reuniu terçafeira com Renan e Levy para discutir o ajuste fiscal, disse que não há clima para votar os vetos antes de o governo enfrentar e resolver a crise política.

— Tem que haver um pacto político em agosto, na volta do recesso. Se botar o veto para votar agora, cai — disse Jucá.

O líder do DEM na Câmara, Mendonça Filho ( PE), disse que vai reunir a bancada, após o recesso, para decidir como se posicionar em relação ao veto.

— Graças à ação do governo e à postura do Renan, não tem havido quórum nas sessões do Congresso para apreciar vetos — disse Mendonça Filho.